Prevenção e Controle das Enfermidades / Enfermedades Transmissíveis / Hanseníase

Estratégia global para maior redução da carga da hanseníase e a sustenção das atividades de controle da hanseníase (período do Plano: 2006–2010)

Texto completo (29 pp, PDF, 383 Kb)
- Siglas
- Resumo executivo
- Breve descrição da doença
1. Introdução

1.1 Principais realizações da estratégia de eliminação
1.2 Histórico e justificativa
2. Situação atual
2.1 Global
2.2 Regiões da OMS
2.3 Principais desafios
3. Conceitos básicos e princípios norteadores da Estratégia Global
3.1 Atividades de controle da hanseníase
3.2 Questões-chave
3.3 Princípios norteadores
3.4 Meta
3.5 Principais objetivos
4. Sustentação das atividades de controle da hanseníase
4.1 Justificativas para a sustentação das atividades de controle da hanseníase
4.2 Atividades de sustentação do controle da hanseníase
4.3 Mecanismos de sustentação das atividades de controle da hanseníase
4.4 Importância da integração em relação à sustentabilidade
4.5 Atividades que deveriam ser integradas
5. Questões estratégicas
5.1 Situação epidemiológica
5.2 Situações difíceis/desastrosas
5.3 Questões operacionais
5.4 Eqüidade e justiça social
5.5 Atenção ao paciente
5.6 Pesquisa
5.7 Parcerias
6. Indicadores de monitoramento e avaliação
6.1 Principais indicadores para monitorar o progresso
6.2 Indicadores adicionais para detecção de casos
6.3 Indicadores para gestão e acompanhamento dos pacientes
7. Sistema de vigilância da hanseníase
7.1 Sistema de notificação
7.2 Revisão do programa
7.3 Base de dados do estoque de medicamentos
8. Resultados esperados até 2010
9. Bibliografia

Normas operacionais (em inglês; a tradução ao português é em processo e será disseminado via esta página)

- Página Hanseníase OPAS: español |English
- Página Hanseníase OMS: español | English | français
Sítio principal OMS, Eliminação da hanseníase como problema de saúde pública (em inglês)

(Organização Mundial da Saúde, 2005)

Resumo executivo

Os princípios básicos do controle da hanseníase, baseados na detecção oportuna de novos casos e seu tratamento com quimioterapia eficaz, em forma de poliquimioterapia (PQT), não mudará nos próximos anos. O enfoque continuará sendo a provisão de atenção de qualidade aos pacientes, atenção que deve ser eqüitativamente distribuída, financeiramente exeqüível e facilmente acessível. Não há, por enquanto, ferramentas técnicas ou informações novas que justifiquem qualquer mudança drástica na estratégia de controle da hanseníase.

Faz-se premente, entretanto, implementar mudanças decisivas na organização do controle da hanseníase, na atitude dos profissionais e beneficiários de atenção à saúde e em acordo entre os parceiros.

Os principais elementos da estratégia são os seguintes:

  • sustentar as atividades de controle da hanseníase em todos os países endêmicos;
  • usar a detecção de casos como principal indicador para monitorar o progresso;
  • assegurar diagnóstico de qualidade, gestão de casos, registro e notificação em todas as comunidades endêmicas;
  • fortalecer os serviços rotineiros e de encaminhamento;
  • descontinuar a abordagem baseada em campanhas;
  • desenvolver ferramentas e procedimentos baseados na atenção domiciliar/comunitária, integrados e localmente apropriados para a prevenção de incapacidades/deficiências e para a provisão de serviços de reabilitação;
  • promover pesquisa operacional a fim de melhorar a implementação de uma estratégia sustentável;
  • incentivar o apoio mútuo dos parceiros, em todos os níveis.

Essa estratégia exigirá o aval e o compromisso de todos os que trabalham em prol da meta comum de controle da hanseníase, a fim de assegurar que a carga física e social da doença continue a declinar no mundo inteiro.