Vigilancia Sanitaria y Atención de las Enfermedades / Enfermedades Transmisibles / Enfermedades desatendidas

Plano Mundial de Luta contra as Enfermidades Tropicais Desatendidas, 2008–2015

Plano mundial de luta contra as enfermidades tropicais desatendidas

Texto completo: français   | English
(Títulos dos capítulos traduzidos para a orientação do usuário)
- Agradecimentos
- Resumo de orientação
(texto à direita)
I. Introdução
II. Visão
III. Princípios de ação
IV. Principais desafios
V. Meta e objetivos mundiais,
2008–2015
VI. Áreas estratégicas de ação
VII. Marco para a implementação, a seguimento e a avaliação
- Anexos

Vínculos da OPAS
- Enfermidades desatendidas:
español   |   English   |   français
- Enfermidades parasitárias:
español   |   English
- Programa Regional das Enfermidades Parasitárias y Desatendidas:
español   |   English

Vínculos da OMS
(em inglês, com publicações em várias línguas)
- Enfermidades tropicais
- Controle das Enfermidades Tropicais Desatendidas
- Recursos de informação sobre as ETD
- Programa Especial de Investigação e Formação em Enfermidades Tropicais (TDR)
- Publicaçãoes de TDR

Resumo de orientação

Visão  |  Princípios de ação  |  Principais desafios  |  Meta e objetivos, 2008–2015 |
Áreas estratégicas de ação   |   Marco para implementação/seguimento/avaliaçãO

Visão

As doenças tropicais desatendidas (ETD) e as zoonoses constituem um obstáculo considerável para as comunidades humanas e ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades já empobrecidas.

Uma quantidade de dados verificados sempre mais importantes mostra que a luta contra as doenças pode contribuir diretamente para a realização de várias Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Milhões de pessoas já têm beneficiado de intervenções contra as doenças tropicais desatendidas e as zoonoses e têm estado protegidas do sofrimento físico, da incapacidade e da pobreza. Há várias décadas que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou com seus sócios uma estratégia inovadora para conseguir lutar de maneira custo-efetivo, ética e sustentável, até eliminar ou erradicar doenças tropicais várias desatendidas. A estratégia se baseia nos seguintes elementos:

  • Uma abordagem de vários ramos.
  • O acento nas populações e das intervenções em vez de nas doenças individuais.
  • A utilização de um modelo de quasi-imunização para a quimioterapia preventiva.
  • A introdução de ferramentas novas de luta contra a doença.
  • Uma abordagem multi-doença, intersetorial e interprogramática.

Para uma primeira categoria de doenças, já existem ferramentas ou meios de luta eficazes e de baixo custo, e para esta as estratégias de implementação bem estabelecidas podem ser aplicadas imediatamente. A utilização em grande escala de medicamentos seguros em dose única (quimioterapia preventiva) assegura mais que nunca se pensou possível sua eficazidade, sua prevenção e até sua eliminação.

As principais tarefas com relação à luta contra esta categoria de doenças consistem em aumentar a cobertura de um conjunto de intervenções de quimioterapia preventiva, assim permitindo, graças aos sistemas inovadores de provisão de serviços, o acesso a populações em risco difíceis de alcançar e de seguir com um tratamento regular.

Las estrategias de lucha actuales contra las enfermedades para las cuales carecemos de herramientas están basadas en los medios costosos y difíciles de aplicar. Para la mayoría de las enfermedades, el tamizaje oportuno y el tratamiento son esenciales para evitar las secuelas irreversibles o la defunción. Hay que desarrollar, y urgentemente, herramientas sencillas, seguras y de una buena relación costo-eficacidad y hacerles disponibles. Estas herramientas innovadoras modificarán radicalmente las estrategias de lucha existentes.

As possibilidades oferecidas pela abordagem intersetorial e interprogramática e sua aplicação eficaz em um número de situações mostram que uma tal sinergia melhora a sustentabilidade e garante que todos os tratamentos necessários sejam dispensados simultaneamente para as populações desatendidas que sofrem quase sempre de várias doenças ao mesmo tempo, todas associadas com a pobreza.

O Plano Mundial propõe expressar esta estratégia de maneira concreta.

Princípios de ação

O Plano Mundial foi elaborado à base dos seguintes princípios fundamentais:

  • O direito à saúde.
  • Desenvolver intervenções no marco dos sistemas de saúde existentes.
  • Uma resposta coordenada do sistema de saúde.
  • A integração e a qualidade.
  • A intensificação da luta contra as doenças em forma paralela a políticas que favorecem os pobres.

Principais desafios

Os principais desafios da luta contra os ETD e as zoonoses são os seguintes:

  • A compra e a provisão de medicamentos anti-helmínticos.
  • A quantificação da carga dos ETD nas populações desatendidas.
  • A provisão sem custo de um tratamento e de outras intervenções às comunidades que precisam deles.
  • Um sistema de distribuição de medicamentos que cobra a totalidade da população em risco.
  • A provisão de conjuntos de intervenções.
  • O desenvolvimento urgente de ferramentas diagnósticas, medicamentos e inseticidas.
  • O desenvolvimento de medicamento e inseticidas mais eficazes.
  • A promoção da gestão integrada de vetores.
  • A promoção de uma abordagem intersetorial e interprogramática da luta contra os ETD.
  • A proteção oportuna das crianças.
  • A vigilância e o acompanhamento da implementação.

Meta e objetivos, 2008–2015

A meta do Plano Mundial consiste em prevenir, controlar, eliminar ou erradicar as doenças tropicais desatendidas.

Os objetivos para o período 2008–2015 são os seguintes:

  • Eliminar ou erradicar as doenças prioritárias nas resoluções da Assembléia Mundial da Saúde e dos comitês regionais.
  • Reduzir consideravelmente a carga das doenças para as quais existem as ferramentas por meio de intervenções disponíveis.
  • Com relação às doenças para as quais não existem ou faltam ferramentas, classificar as intervenções de tal maneira que as abordagens inovadoras sejam disponíveis, promovido e acessíveis.

Áreas estratégicas de ação

O Plano Mundial tem nove áreas estratégicas, cada uma das quais propõe uma série de medidas para alcançar determinados os objetivos em 2008–2015. Estas áreas estratégicas são as seguintes:

  1. Avaliação da carga das doenças tropicais desatendidas e das zoonoses.
  2. Abordagem integrada e conjuntos de intervenções múltiplos de luta contra a doença.
  3. Fortalecimento dos sistemas de atenção à saúde e de desenvolvimento de capacidades.
  4. Bases verificadas para a ação e da advocacia.
  5. Garantia do acesso rápido e sem custo aos medicamentos, às ferramentas diagnósticas e a medidas preventivas de qualidade adequada.
  6. Acesso à inovação.
  7. Fortalecimento da gestão integrada de vetores e desenvolvimento de capacidades.
  8. Alianças e mobilização de recursos.
  9. Promoção de uma abordagem intersetorial e interprogramática da luta contra os ETD.

Marco para a implementação, o seguimento e a avaliação

Antes de 2008, um comitê será formado a fim de assegurar a implementação operacional do Plano Mundial. Os Estados Membros, os Centros Colaboradores da OMS para os ETD, outros sócios internacionais competentes bem como a Secretaria da OMS formarão parte de um comitê de orientação a cargo de seguir a execução e de examinar os progressos obtidos.