Vigilância Sanitária e Atenção das Enfermidades / Saúde Pública Veterinária

Guia de Comunicação Social e Comunicação de Risgo em Saúde Animal

guia
Texto completo (110 pp, PDF,
1 Mb) português   |  español
1. Introdução
2. Retrospectiva histórica
3. Papel social da comunicação
4. Princípios gerais da comunicação
5. Comunicação em saúde animal
6. Comunicação social no controle da febre aftosa
- Integração e sensibilização
- Febre aftosa e a comunicação efetiva
- Planejamento e transparência
- Percepção é realidade
- Precisão e objetividade
- Mecanismos da linguagem
7. Comunicação de risco
- Características de uma emergência sanitária
- A responsabilidade da mídia
- O viés político
- Cultura da cidadania participativa
- Principais objetivos
- Desafios e medidas adequadas
- Estratégias para a ação comunicativa
- Recomendação da OMS
8. Perguntas e respostas
9. Bibliografia

Brahmas

- Zoonose/Saúde Animal OPAS:
español   |   English
- Unidade de Saúde Pública Veterinária OPAS:
español   |   English
- Centro Panamericano de Febre Aftosa (PANAFTOSA)
- Escola de Comunicação (ECO), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

finca familiar

Um curso completo de Comunicação Social aplicada à Saúde Animal
Objetivo: Disponibilizar um valioso instrumento de capacitação, uso e referência aos Serviços Oficiais de Saúde Animal e de Saúde Pública dos países do “MERCOSUL Ampliado” nesta importante área de comunicação, para ser utilizada pelos Serviços Oficiais dos países desta e de outras regiões, como uma fonte estratégica de informação e conhecimento facilitando, portanto, a difusão e harmonização das metodologias e conceitos dessa área peculiar a ser explorada em Saúde Pública Veterinária.

"Agir em comum", como bem mostra a História das civilizações, não é tarefa de fácil execução. Comunicar, neste sentido, é uma ação que deve ser pensada, planejada, avaliada e re-avaliada quantas vezes for preciso. A reflexão sobre o tema não deve estar dissociada da ação, sob o risco de não efetivar-se um verdadeiro diálogo com o próximo.

Esta cartilha, minuciosamente pensada como uma guia desta comunicação efetiva, real, que não está dissociada de sua função social, também busca preencher lacunas no campo da comunicação, de forma a fortalecer as ações na saúde animal e no controle da febre aftosa.

  1. O primeiro capítulo, a Introdução, oferece uma orientação básica para o leitor.
  2. No segundo capítulo, o leitor terá uma importante retrospectiva que aborda os fundamentos da comunicação moderna e identifica as raízes do agir comunicativo, mostrando que nossas ações só se tornam factíveis e fazem sentido dentro do quadro discursivo comunicacional que as engloba.
  3. No terceiro capítulo, pretende-se mostrar de que forma a comunicação organizada pode (e deve) ser um precioso auxílio para o crescimento do cidadão e para o estabelecimento de um quadro social justo e equilibrado. Constata-se que uma comunicação efetiva considera o público receptor (o primeiro interessado) enquanto co-produtor do conhecimento e de sentido, e não somente como receptor passivo de dados informacionais dispersos.
  4. Éste es el tema del quarto capítulo, que trata de los principios generales de la comunicación y los conecta con la
  5. Se bem utilizada, a Comunicação Social pode se tornar um recurso estratégico capaz de efetivar uma ação social profunda e abrangente. É este o tema do quinto capítulo, que aborda os princípios gerais da comunicação e os conecta com a Comunicação em Saúde Animal—tema que será aprofundado no sexto capítulo—e sua importância para os agentes sanitários e veterinários locais.
  6. A importância da Comunicação Social no Controle da Febre Aftosa é o tema do sexto capítulo, em que um rápido panorama da doença é traçado. Em seguida, discute-se de que forma a Comunicação Social pode e deve contribuir para o controle da Febre Aftosa, bem como uma Comunicação inadequada pode contribuir muito mais na piora dos problemas do que com o alcance das soluções.
  7. A efetividade desta Comunicação, bem como seus possíveis efeitos e conseqüências, são temas aprofundados no sétimo capítulo, Comunicação de risco, com exemplos de emergências sanitárias anteriores e casos bem sucedidos de uma Ação Comunicativa, a serviço da conscientização popular e da mobilização social. Implicações políticas, epidemiológicas e midiáticas são analisadas de maneira direta e objetiva, dando uma importante ferramenta que poderá ser utilizada pelo leitor no dia-adia.
  8. Ao final, no oitavo capítulo, uma série de perguntas e respostas incentivará o leitor a relembrar e verificar o que efetivamente foi compreendido durante a consulta,
  9. bem como a continuar sua pesquisa no nono capítulo por meio da leitura da bibliografia sugerida
  10. .

Enfim, vale sublinhar que a presente cartilha foi concebida e realizada segundo um princípio modular, de camadas de leitura variadas e a entradas múltiplas. A forma proposta permite ao leitor de optar pela entrada e nível que mais se adequam à sua demanda do momento, sua expectativa e sua aptidão geral.

De fato, tentou-se oferecer ao profissional, ao técnico e ao público geral a possibilidade de se informar de modo tópico e prático, tirar suas dúvidas e enriquecer seus conhecimentos no tema abordado e, para quem desejar e se sentir mais incentivado, a cartilha proporciona um curso completo de Comunicação Social aplicada à Saúde Animal e Situações de Risco. Assim, esperamos que esta cartilha tenha uma utilizabilidade prática, eficiente, oportuna e duradoura.

Boa Leitura!

Realização
Mohammed ElHajji, Escola de Comunicação (ECO), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Brasil
Rosane Lopes, Comunicação Social, Centro Panamericano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), OPAS/OMS, Rio de Janeiro, Brasil