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A informação em saúde a caminho de ser um bem público regional

altWashington, D.C., 2 de outubro de 2012 (OPS/OMS) - Autoridades sanitárias das Américas aprovaram a Estratégia e Plano de Ação sobre Gestão do Conhecimento e Comunicações para a região, e destacaram a importância de que a informação em saúde seja um bem público regional e de que o acesso seja livre e equitativo para que as pessoas possam tomar decisões informadas em temas de saúde.

As delegações dos Estados Membros da Organização Pan Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) tomaram esta resolução durante a 28ª Conferencia Sanitária Pan-Americana, que foi realizada entre 17 e 21 de setembro em Washington, D.C, EUA.

Com o apoio da OPAS/OMS, os países da região se comprometeram a desenvolver políticas e planos interministeriais em matéria de gestão do conhecimento e comunicações, para “diminuir a diferença e distância” entre o conhecimento e a tomada de decisões sobre saúde na região, através da produção de informação científica, o intercambio, a comunicação, o acesso e a aplicação eficaz dos conhecimentos baseados em evidencias em beneficio da saúde.

O gerente da área de Gestão do Conhecimento e Comunicações da OPAS/OMS, Marcelo D’Agostino, apresentou a estratégia perante os Estados Membros e respondeu às nove intervenções dos países, as quais foram “todas positivas e alentadoras”, assinalou.

A estratégia e plano de ação busca guiar os países membros na adoção de normas, políticas e procedimentos que promovam o acesso livre e equitativo à informação, baseada em dados científicos sobre saúde como um direito inerente das pessoas; a formação de redes; e o uso adequado das tecnologias da informação e comunicação em beneficio da saúde pública.

A nível regional existem desafios e grandes diferenças entre os países com relação à difusão, o acesso e a utilização do conhecimento científico em saúde devido à diversidade de recursos humanos, sistemas e recursos tecnológicos. A taxa de produção de informação sobre saúde é baixa em relação à produção mundial, assinala o texto da estratégia. Entretanto, “ferramentas e projetos como a Biblioteca Virtual em Saúde, liderada pela BIREME desde 1998, são a resposta à maioria dos desafios”, explicou D’Agostino.

Entre os desafios que a região enfrenta sobre este tema, figuram a perda de oportunidades para captar e promover o capital de conhecimento dos países Membros da OPAS na área de saúde pública, assim como a capacidade limitada para a gestão da produção, classificação, preservação e difusão de informação científica e técnica em saúde. Além disso, ao planejar estratégias sanitárias, o uso das comunicações como ferramenta para melhorar a saúde não pode apenas ser considerado como um componenteOutro desafio refere-se às populações em situação de vulnerabilidade, que tem acesso desigual à informação sobre saúde e à comunicação.

Neste sentido, a estratégia e plano de ação que será aplicado entre 2013 e 2018 têm os seguintes objetivos:

- Promover a implementação de políticas públicas para o desenvolvimento e difusão de informação e conhecimento sobre saúde baseados em dados científicos;

- Apoiar as iniciativas de saúde pública e o estabelecimento de ambientes que facilitem a criação, o acesso e a difusão do conhecimento em saúde (por exemplo, o aprendizado contínuo; as plataformas de colaboração virtual, promover o aumento da visibilidade da pesquisa em saúde nos países);

- Fomentar e facilitar a colaboração que permita realizar alianças e formar redes entre os países da região para fortalecer as atividades de gestão do conhecimento e de comunicação sobre saúde;

- Promover programas de informação e de comunicação sobre saúde para lograr mudanças a nível individual, social e político para melhorar a saúde.

A OPAS/OMS respaldará este plano de ação através de estratégias e ações de cooperação técnica em gestão do conhecimento e comunicações, assim como por meio de redes estratégicas para promover a alfabetização digital e assegurar o bom uso da informação qualificada. Além disso, facilitará a difusão de estudos, informes e soluções que sirvam como modelo sobre gestão do conhecimento e comunicações, e desenvolverá uma rede de centros colaboradores sobre informação, conhecimento e comunicações sobre saúde em colaboração com os países da região.

Este ano a OPAS completa 110 anos, se trata da organização de saúde pública mais antiga do mundo. Trabalha com todos os países do continente americano para melhorar a saúde e a qualidade de vida das populações das Américas e atua como Oficina Regional para as Américas da OMS.

 

Links relacionados:

Estratégia e Plano de Ação de Gestão do Conhecimento e Comunicações - CSP28-12

Conferência Sanitária Pan-Americana

Blog da Conferencia Sanitaria Panamericana

 

Fonte: Tradução livre do texto publicado no Portal da OPAS

 

 

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