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OPAS/OMS e Anvisa apresentam estratégias para Segurança do Paciente

Com a participação das vigilâncias sanitárias estaduais, de conselhos de classe, associações profissionais e órgãos de governo reuniram-se, para conhecer as iniciativas da Anvisa e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para melhoria da segurança do paciente nos serviços de saúde.

As estratégias desenvolvidas estão baseadas em dois desafios globais lançados pela OMS. O primeiro, com o tema “Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura”, está focado nas ações de melhoria da higienização das mãos em serviços de saúde. O segundo desafio, sob o lema “Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, está relacionado às ações de melhoria dos procedimentos cirúrgicos.

O principal objetivo das ações é reduzir os casos de infecções hospitalares, as grandes vilãs da segurança do paciente. A meta da Anvisa é diminuir em 30% os índices nacionais de infecção, em um prazo de três anos. Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações. Segundo dados da OMS, cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós operatório.

Higienização das Mãos
A higienização das mãos
(Ver manual) é considerada a medida mais importante e reconhecida no controle das infecções nos serviços de saúde. A Agência irá aprovar, ainda nesse semestre, uma resolução que obriga os serviços a disponibilizar álcool gelem torno dos ambientes onde ocorrem os procedimentos com pacientes.Segundo o gerente de tecnologia em serviços de saúde da Anvisa, Heder Murari, 60% dos profissionais de saúde que trabalham em hospitais não têm a prática de lavar as mãos como se deveria. “A lavagem das mãos é essencial no controle de infecções hospitalares. O procedimento teve grande repercussão neste ano em virtude do surto de H1N1. Porém, precisamos ir além de campanhas factuais e criar uma cultura de higienização das mãos no país”, afirmou.

Cirurgias Seguras Salvam Vidas
Em relação à segurança nas cirurgias, outra medida simples pode diminuir os casos de infecção e de erro humano nas operações. É a implantação de um check list, que deverá ser seguido pela equipe profissional em três momentos: antes da anestesia, antes da incisão e antes de deixar a sala de operação. A lista de verificação aborda questões simples, como identificação do paciente e da equipe médica, operação e lado a ser operado, antecipação de possíveis eventos críticos, contagem dos instrumentos no final do procedimento, entre outros. “Embora sejam medidas simples, um estudo piloto indicou que a checagem da lista reduziu em 47% o número de óbitos e em 36% as grandes complicações pós-operatórias”, ressaltou Edmundo Ferraz, chefe de cirurgia geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo Edmundo, 2500 hospitais no mundo inteiro já estão implantando o check list. A idéia da Anvisa é que inicialmente seja desenvolvido um projeto piloto em alguns hospitais públicos do país.

Resistência Microbiana
O gerente de prevenção e controle de doenças e desenvolvimento sustentável da OPAS/OMS – Brasil,  Dr. Enrique Gil,citou também a importância das atividades para o controle da resistência microbiana como parte deste processo de ganho de qualidade na atenção.  Com o rápido aumento da resistência microbiana aos antibióticos em todo o mundo, e, em particular, no ambiente hospitalar, ocorrendo a diminuição da eficácia dos medicamentos, aumento do tempo de internação, elevando o custo do tratamento, repercutindo no uso de medicamentos alternativas  menos eficientes, mais tóxicos e mais caros. Ressaltou o trabalho executado pela Rede RM - Rede de Monitoramento e Controle da Resistência Microbiana  em Serviços de Saúde com participação da OPAS/OMS , ANVISA e SVS-CGLAB. Fez referência também ao
"Manual de Esterilização para Centros de Saúde" elaborado pela OPAS, publicação que responde a uma necessidade dos países da Região das Américas , conscientes de que a utilização dos guias de desinfecção e esterilização podem garantir o uso seguro do instrumental médico-cirúrgico, invasivo e não invasivo.

Hospitais Seguros
Outra estratégia que vem sendo trabalhada pela OPAS/OMS para redução dos riscos em saúde é o desenvolvimento de “Hospitais Seguros”. Para se enquadrar nesse conceito, um hospital deve ser capaz de garantir o seu funcionamento eficiente durante um desastre (terremotos, fenômenos climáticos, etc). Para isso, as construções e reformas devem considerar a localização, a estrutura, os equipamentos e recursos humanos. Segundo a OMS, na América Latina e Caribe, 67% das unidades hospitalares se encontram em zonas de risco, sendo afetadas por fenômenos geológicos, hidrometeorológicos, sociais, ambientais e químico – tecnológicos, por exemplo. Com isso, mais de 45 milhões de pessoas deixam de receber atenção médica em hospitais a cada ano. Além disso, a Agência pretende realizar capacitações sobre os conceitos de redução de vulnerabilidade das edificações, com técnicos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) da área de avaliação de projetos e com projetistas da área de saúde.

 

 

 

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