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Avaliação das unidades sentinelas para populações expostas a poluentes atmosféricos.

 A avaliação do desempenho das Unidades Sentinela no âmbito da Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos, um dos componentes da Vigilância de Populações Expostas a Contaminantes Químicos (VIGIPEQ/ CGVAM/ DSAST/ SVS) foi realizada nos dias 20 e 21 de maio, em Brasília.

 Na ocasião, participaram do evento representantes das Secretarias de Estado da Saúde dos sete estados (AC, BA, RJ, MT, SP, RS e TO), onde estão localizadas as unidades piloto, técnicos que operam as unidades sentinela, técnicos do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS/OMS.
A abertura do evento foi realizada pela Coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM), Daniela Buosi, e, segundo a mesma, “as informações debatidas no evento têm a finalidade de aperfeiçoar a metodologia utilizada nos projetos pilotos. Também é possível avaliar a possibilidade de expansão das unidades a outros estados”.
 
A metodologia para a criação das unidades sentinela começou a ser desenvolvida a partir de 2006 e em 2008 as primeiras unidades piloto foram implantadas. Essas unidades se configuram como centros criados para exercer uma vigilância epidemiológica intensificada de casos de doenças respiratórias em populações susceptíveis. Sua função é promover a saúde da população exposta aos fatores ambientais relacionados aos poluentes atmosféricos.
 
Durante a reunião foram apresentados os primeiros diagnósticos de atuação das unidades piloto em 2009 e princípios de 2010. O Rio Grande do Sul já implantou cerca de 40 unidades, que estão distribuídas em oito municípios. De acordo com Salzano Barreto, da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), as  sentinelas estão localizadas em Unidades de Saúde e o contingente técnico envolvido, direta ou indiretamente é da ordem de 100 pessoas. “Temos a perspectiva de instalar ainda esse ano, Unidades Sentinelas em Sapucaia do Sul, Bagé, Hulha Negra e Aceguá”, revela.
 
Em Tocantins, a unidade sentinela está instalada em uma Unidade de Saúde da Família, configurando uma potencial integração entre a vigilância em saúde e a Atenção Primária em Saúde – APS para todo o país. Também está prevista a implantação de três novas unidades no Estado, em parceria com as Unidades Sentinela da Saúde do Trabalhador. A representante estadual, Danielle Soares, afirmou que “ainda em 2010, está prevista a realização de três cursos para implantação das Unidades Sentinela, sendo o primeiro deles agendado para junho e os demais acontecerão no segundo semestre”.
 
O Rio de Janeiro também apresentou avanços.  Na semana anterior à realização da reunião, foi definida como primeira unidade sentinela o Hospital Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca. Esta unidade de saúde caracteriza-se por seu grande porte, uma vez que a mesma se destina ao atendimento geral e com emergência 24 horas e já funciona como um dos Pólos de Asma do município do Rio de Janeiro.
 
O Estado do Acre apresentou o maior número de fichas digitalizadas “on-line” e já tem desenvolvido técnicas para a análise dos dados obtidos.
 
Como estratégia de trabalho, no segundo dia da reunião os participantes foram divididos em dois grupos de trabalho, cujo resultado final se caracterizou pela elaboração de uma matriz que consolidou a estratégia de atuação, valorizando a parceria entre vigilância ambiental e atenção primária, além de formalizar sugestões para o aperfeiçoamento da metodologia, o que fortalece a previsão de expansão das unidades sentinela a outras UFs.

 

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