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É necessário impor restrições aos esforços da indústria do tabaco em fazer com que as mulheres fumem

Numa cerimônia especial denominada “Fumar é feio: como a indústria do tabaco engana as mulheres”, a Dra. Roses insistiu na adoção das medidas que constam na Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco e indicou que oito países da Região das Américas estão livres de fumaça de tabaco: Canadá, Colômbia, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai.

Foto: Nancy G. Brinker, fundadora da Fundação Susan G. Komen para a Cura e Dra. Mirta Roses, Diretora da OPAS

“Outros países, como os Estados Unidos, Argentina e Brasil têm avançado em alguns estados e províncias, enquanto que algumas grandes cidades como Cidade do México, São Paulo e Nova York já estão livres de fumaça de tabaco”.

Para ajudar a proteger as mulheres dos efeitos letais ocasionados pelo hábito de fumar, os países do continente americano devem colocar em prática medidas de controle do tabaco o mais rápido possível, com a proibição total da publicidade, a promoção e o patrocínio por parte das indústrias de tabaco e a proteção contra a exposição à fumaça de cigarro por não fumantes, disse a Dra. Mirta Roses, Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A Dra. Roses agregou que “entretanto, falta muito por fazer e neste Dia Mundial sem Tabaco fazemos um chamamento para que se proíbam todas as formas de publicidade, promoção e patrocínio, para que se imponha a proibição de fumar em todos os lugares públicos e ambientes de trabalho e para que se leve em conta a perspectiva de gênero na execução de políticas de controle de tabaco.

A embaixadora Nancy G. Brinker, fundadora da Fundação Susan G. Komen para a Cura, que realizou o discurso principal na cerimônia, disse: ‘ Assim com a globalização leva os iPhones, os filmes e a moda ao mundo em desenvolvimento, também leva os perigos de modos de vida destrutivos e as mentiras das empresas de tabaco que necessitam das mulheres como seus novos clientes. Conheço todas essas mentiras porque tenho escutado: o tabagismo a deixará elegante, atraente ou independente. Isso não é certo de nenhuma maneira. O tabagismo simplesmente mata. É estúpido. Custa dinheiro. Faz mal a você e a sua família.

A campanha do Dia Mundial sem tabaco deste ano procura contrapor os esforços da indústria do tabaco para convencer as mulheres de que o tabagismo pode melhorar sua imagem. Das mais de 5 milhões de pessoas que morrem a cada ano por causa do consumo de tabaco, aproximadamente 1, 5 milhões são mulheres. A menos que se tomem medidas urgentes, para 2030 o consumo de tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas, das quais 2,5 milhões serão mulheres. Aproximadamente três quartos dos óbitos de mulheres ocorrerão nos países de baixa e média renda, que são os menos capazes de absorver essas perdas. É possível evitar cada uma destas mortes.

Ainda que seja menor a proporção de mulheres fumantes em relação aos homens em todo mundo, as tendências atuais indicam que em muitos países as meninas e as mulheres jovens são um mercado promissor em possível expansão para os fabricantes de cigarros. Um estudo internacional recente sobre o tabagismo em jovens mostrou que na metade dos 151 países pesquisados, havia quase tantas meninas como meninos que fumavam e, em alguns países, era maior o número de meninas fumantes que o de meninos. Por outro lado, o tabagismo entre homens está diminuindo lentamente em muitos países.

A embaixadora Brinker disse aos espectadores durante a cerimônia: “independentemente de que se trate de um cigarro ou de um cachimbo de água ou narguile, o tabaco não discrimina... é um assassino que respeita a igualdade de oportunidades. As empresas tabaqueiras, por outro lado, discriminam, buscando explorar o desenvolvimento e atacar onde as nossas defesas são mais deficientes. Observam quais países fazem do controle de tabaco uma prioridade e que países não o fazem. Sabem exatamente o que fazemos e que o consumo do tabaco está crescendo rápido entre os países de baixa renda, por isso devemos intensificar os nossos esforços onde a batalha está sendo travada”.

Completou: “Quase todas as tendências apontam prejuízos para as nações de baixa e média renda. No ano de 2030, esses países possuirão 70% da carga mundial de câncer. Isso não é só uma carga que entristece, mas uma pesada carga para a sociedade que afeta o crescimento, a prosperidade e um futuro com esperanças. Os lares de baixa renda gastam mais de 10% do orçamento familiar com tabaco... 10 por cento! Esse dinheiro poderia ser gasto com alimentos, roupa, educação ou habitação”.

A Dra. Adriana Blanco, Assessora Regional da OPAS para o controle de tabaco, indicou que em alguns países a maior ameaça para as mulheres é a exposição à fumaça de tabaco alheio, em particular dos homens que fumam. Em todo mundo, das mais de 600.000 mortes causadas a cada ano pelo fumaça de tabaco de segunda mão, 64% ocorre em mulheres.

Para atrair as mulheres para o uso do cigarro, as empresas tabaqueiras gastam milhões de dólares em campanhas de comercialização que associam o tabagismo com poder e independência, atrativo sexual e controle de peso.

A indústria busca de maneira constante e agressivamente novos consumidores para substituir os que deixaram o hábito e os consumidores atuais - até a metade – que morrerão prematuramente devido ao câncer, ataques cardíacos, acidentes cerebrovasculares, enfisema ou outras doenças associada com o tabaco.

O Dia Mundial sem Tabaco 2010 foca o dano que a comercialização do tabaco e a fumaça fazem às mulheres. Ao mesmo tempo, procuram conscientizar mais aos homens sobre sua responsabilidade para evitar fumar perto das mulheres com as quais vivem e trabalham.

A Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que entrou em vigor em 2005, reconhece “o aumento do tabagismo em todo o mundo e de outras formas de consumo de tabaco pelas mulheres e meninas” e esclarece que “é necessário contar com estratégias de controle de consumo de tabaco formuladas especialmente para as mulheres”.

Os números indicam que menos de 9% da população do mundo está protegida por proibições totais à publicidade, enquanto que apenas 5,4% está coberta por leis integrais nacionais que proíbem fumar.

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