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H1N1 agora pode ser diagnosticado por tecnologia nacional

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nullO Ministério da Saúde lançou, no mês de junho, o Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1, tecnologia desenvolvida no Brasil para identificar o vírus da nova gripe. O kit será fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Laboratório de Biomanguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O investimento no projeto foi de R$ 3,36 milhões.

Durante a primeira onda de H1N1, entre abril e dezembro de 2009, o Brasil realizou mais de 73 mil testes, utilizando insumos importados de alto custo e que demoravam a chegar. A partir de agora, o País é capaz de produzir os reagentes biomoleculares utilizados nos laboratórios para detectar a doença e se tornar mais independente do mercado internacional. O teste brasileiro é, pelo menos, 55% mais barato que os insumos importados, além de apresentar certificação de boas práticas e melhor desempenho. Essa nova tecnologia marca mais um passo na construção do Complexo Industrial da Saúde brasileiro, conquista no campo da inovação tecnológica e do complexo industrial.

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A visão de que a saúde também é um espaço para desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação é confirmada com o lançamento desse novo método. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que esse trabalho demonstra a capacidade do Brasil em se desenvolver e inovar em questões importantes para a saúde do País. “Conseguimos desenvolver uma plataforma made in Brasil mais eficiente, mais barata e que vai permitir o diagnóstico não só do H1N1, mas também de outras doenças no futuro”, afirmou. Esse investimento na produção de insumos brasileiros é importante para consolidar a fabricação e implantação dos testes biomoleculares no Brasil. É o que pensa Marco Krieger, coordenador do projeto. Ele acredita que a produção nacional do kit faz com que o Brasil ganhe mais qualidade e confiabilidade no diagnóstico de H1N1. Para Krieger, a iniciativa ajuda a diminuir a vulnerabilidade do País ao mercado estrangeiro de insumos. O desenvolvimento do novo método de diagnóstico demonstra a capacidade brasileira de promover interação entre várias áreas como pesquisa e a produção de tecnologia.

Nova plataforma

O novo teste será distribuído aos três laboratórios de referência para diagnóstico de H1N1: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP); e a três laboratórios centrais de saúde pública (Lacens) do Distrito Federal, do Paraná e da Bahia.

Esses laboratórios fazem parte de um projeto-piloto brasileiro para detectar o vírus da nova gripe e que, no futuro, também será utilizado para diagnosticar outras doenças, como aids, dengue e hepatite. A proposta do governo federal é expandir as plataformas a outros Lacens depois que o projeto-piloto for consolidado, montando uma rede nacional de diagnóstico.

O primeiro lote produzido pelo consórcio conta com 30 mil testes para detectar a doença em pacientes internados com suspeita da gripe. Com esta nova rede de instituições, o Brasil terá capacidade de produzir 80 mil testes por mês, suficiente para atender a demanda nacional. O kit nacional reúne, em apenas um produto, os reagentes utilizados para a detecção do vírus. Em países como Estados Unidos, França e Alemanha – principais fornecedores mundiais de insumos para diagnóstico de H1N1 – esses materiais são vendidos separadamente e misturados pelos profissionais dos laboratórios, o que diminui o risco de falhas e desperdício dos insumos.

Última atualização em Qua, 08 de Setembro de 2010 14:41

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