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Redução da Mortalidade Infantil Indígena

 

A Fundação Nacional de Saúde FUNASA, divulgou hoje (18) os dados consolidados da taxa de mortalidade infantil (TMI) Indígena referente ao ano de 2009. Os dados demonstram uma redução de 5,5% em relação ao ano anterior e de 43,8% no período de 2000 a 2009.

 A taxa de mortalidade infantil é um indicador que reflete as condições de vida, o acesso e a qualidade da atenção materna e infantil da população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera alta a TMI que seja superior a 50 óbitos por mil nascidos vivos, média aquelas entre 21 e 49 e baixa as inferiores a 20 óbitos. Segundo esta classificação o povos indígenas brasileiro teriam passados de alto risco para médio o risco de morte no primeiro ano de vida.
Embora a TMI para os indígenas ainda seja mais elevada que a Taxa para a população  geral, a análise da série história ao longo dos últimos 10 anos apontam uma tendência de queda significativa. No ano de 2000 a TMI era de 74,6 e em 2009 atingiu os valores de 41,9 óbitos para cada mil nascidos vivos o que representa uma variação de 43,8 % no período.  Os dados evidenciam também que na região Nordeste, onde há registro dos índices mais elevados para a mortalidade infantil na população geral entre os indígenas esta região apresentou a menor taxa.
A análise do comportamento das TMI por macrorregiões demonstra que houve redução da TMI em todas as cinco macrorregiões do país. Sendo que na região sudeste destaca-se pela ocorrência da maior redução (33,6%), o nordeste apresenta a menor TMI (27,2) e a região Centro-oeste com a maior TMI (48,26).
Este período foi marcado pela implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, sob a responsabilidade da FUNASA/MS. O modelo adotado de organização de serviços orientado para um ser um espaço etno-cultural dinâmico, geográfico, populacional e administrativo delimitado. O Subsistema é responsável pelo conjunto de atividades técnicas, medidas racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde, para promover a reordenação da rede de saúde e das práticas sanitárias e organizar as atividades administrativo/gerenciais necessárias à prestação da assistência, estimulando o controle social.
Para o Diretor Substituto do Departamento de Saúde Indígena, Flavio Nunes, o resultado da redução na TMI na população Indígena é o resultado da transformação promovida pela FUNASA nos últimos anos, deslocando o eixo da atuação de uma modelo a assistencial para um modelo de vigilância.
A Cooperação Técnica entre OPAS e FUNASA a partir de 2008 tem contribuído com o DESAI, por meio do apoio técnico na implementação, monitoramento e avaliação de ações de saúde nas diversas áreas da atenção básica a saúde, tais como imunização, saúde materna e infantil, controle da tuberculose e vigilância nutricional entre outras, para o alcance desta redução.

Acesse a síntese de indicadores de saúde indígena.

 

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