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OMS Divulga situação mundial da hanseníase

Segundo o boletim epidemiológico da OMS de 27 Agosto de 2010,  16 países no mundo notificaram mil ou mais casos em 2009. Entre as regiões da OMS, a Ásia apresentou a maior taxa de detecção, 9,39 casos por 100.000 habitantes, seguida das Américas com 4,58 casos por 100.000 habitantes. Nestas regiões os dados foram fortemente influenciados pelo número de casos notificados pela India com 133.717, maior número de casos, e pelo Brasil com 37.610 casos, o segundo país em número de casos. Dos 40.474 casos novos nas Américas 93% são casos notificados no Brasil.

O Programa Nacional de Controle da Hanseníase no Brasil, através de suas ações de controle, conseguiu reduzir importantes indicadores da gravidade da endemia; dados epidemiológicos e gráficos da série histórica de 1994 a 2009 demonstram o progresso.

O coeficiente de detecção de casos novos de Hanseníase em menores de 15 anos de 5,89 por 100.000 habitantes em 2008 baixou para 5,43 por 100.000 em 2009, representando uma redução de 7,8%. A meta definida pelo Brasil foi uma redução de 10% até 2011 e tudo indica que irá atingi-la. Este é considerado o principal indicador epidemiológico por expressar a força de transmissão recente e a tendência da endemia.

O Grau de Incapacidade Física (GIF) demonstra melhoria na atenção integral ao paciente de hanseníase. Reduzir em 13%, entre 2008 e 2015, o coeficiente de casos novos da doença com grau 2 de GIF, ou seja, redução de 1,37 por 100 mil habitantes em 2008, para 1,19 em 2015, foi meta definida pelo Brasil. Em 2009 o índice foi de 1,22 por 100 mil habitantes. O percentual de GIF 2, entre os casos novos avaliados quanto ao grau de incapacidade, importante indicador de detecção precoce, foi identificado em 7,7% dos casos novos de 2008, baixando para 7,2% em 2009. 

O percentual de cura nas coortes é um indicador de resultados das atividades de captação de casos e mede a efetividade dos serviços em assegurar a adesão ao tratamento até a alta. A meta do Brasil é de aumentar o percentual de cura nas coortes de casos novos de hanseníase para 85%, 87%, 89% e 90% respectivamente para os anos de 2008 a 2011. O resultado desse indicador em 2008 foi de 81,3% para o país sendo que o percentual aumentou em 2009 para 82,1% (85% para casos PB e 80% para os MB). A irregularidade no tratamento reduz a possibilidade do Brasil aumentar o percentual de cura nas coortes de casos novos de hanseníase. Portanto, para que esta meta seja atingida será necessário melhorar a distribuição e efetiva aplicação dos medicamentos, bem como a atualização oportuna do Sistema de informação, no que se refere ao tipo e data da saída do paciente. A OPAS e a CGPNCH têm trabalhado intensamente na melhoria da disponibilização dos medicamentos e o relatório da análise de situação da importação está disponivel para consulta.

Os Programas Nacionais de Controle da Hanseníase nas regiões da OMS implementaram com sucesso a Estratégia Global 2006- 2010, baseada na detecção precoce de casos novos e tratamento com poliquimioterapia que é oferecida gratuitamente pela Fundação Novartis através da OPAS/OMS no Brasil. Em colaboração com os Programas Nacionais de Controle da Hanseníase e outros parceiros a OMS desenvolveu a Estratégia Global Aprimorada 2011- 2015” que enfatiza a sustentação da atenção à saúde com serviços de qualidade e a redução da carga da Hanseníase não apenas através da detecção precoce dos casos novos mas também reduzindo a incapacidade, o estigma e discriminação, e a promoção da reabilitação social e econômica das pessoas afetadas. Esta estratégia enfatiza a redução do número de casos com GIF-2, estimulando os Programas de Controle a garantir o diagnóstico antes do progresso da doença para a incapacidade, e assegurar completa e acurada conduta terapêutica para todos os casos. A OPAS trabalha como parceira da CGPNCH na implementação desta estratégia. 

 

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