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Lançamento do Relatório Mundial de Acesso Universal 2010

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nullAo final de setembro a OMS, UNICEF e UNAIDS lançaram conjuntamente o Relatório Mundial de Acesso Universal 2010, quarto relatório da série iniciada em 2006, sobre os progressos para alcançar a meta de acesso universal à prevenção, tratamento e atenção ao HIV/aids prevista para 2010, conforme definido na Assembléia Geral da ONU, na Sessão Especial sobre HIV/aids.

No Brasil, a elaboração do relatório contou com a pareceria da Unidade de Saúde Familiar da OPAS/OMS, do UNICEF e da UNAIDS junto ao Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais que, por meio da Unidade Técnica de  Epidemiologia e da Assessoria de Monitoramento e Avaliação, mobilizou esforços para garantir o reporte dos dados brasileiros sobre os avanços da resposta nacional à epidemia de HIV/aids e prover dados atualizados. Além da sistematização de dados para o relatório, o processo permitiu o acesso a novas tecnologias para a análise de informação epidemiológica disponível.

O relatório indica que mais de quatro milhões de pessoas HIV positivas já estavam recebendo tratamento anti-retroviral no final de 2008, o que representa um aumento de 36% em um ano e dez vezes maior que os dados relativos a cinco anos atrás. O relatório também destaca outros avanços tais como a ampliação do aconselhamento e da oferta de testes HIV para a melhoria do acesso aos serviços de saúde e a prevenção da transmissão vertical do HIV.

O documento oferece dados sobre o acesso a tratamento e a atenção, realização de testes e aconselhamento, prevenção do HIV/Aids, populações vulneráveis, mulheres e crianças e sobre os sistemas de saúde.

Constatou-se uma expansão do acesso ao tratamento, sendo que dos 9,5 milhões de pessoas estimadas que necessitavam tratamento em 2008, 42% delas teve acesso ao mesmo, significando um aumento de 33% com relação a o ano de 2007. Os maiores progressos aconteceram na África Subsaariana, onde se registram dois terços de todas as infecções por HIV. 

Com relação ao aconselhamento e os testes de HIV, os dados revelam um aumento de ao redor de 37% entre 2007 e 2008, no que diz respeito à disponibilidade desses insumos nos serviços de saúde, ao passo em que 93% dos países de todas as regiões que notificaram dados ofereciam provas de detecção do HIV gratuitas nos estabelecimentos de saúde do setor público em 2008. Entretanto, ainda a grande maioria dos soropositivos estimados desconhece sua sorologia para o HIV o que se associa a medo do estigma e da discriminação. 

Na América Latina e Caribe aproximadamente 445.000 pessoas receberam tratamento anti-retroviral em 2008, registrando um aumento na região de 14%. A cobertura da terapia anti-retroviral foi de 54% em 2008 comparada com 50% em 2007. O percentual de mulheres grávidas soropositvas que receberam medicamentos anti-retrovirais para a prevenção da transmissão vertical aumentou de 42 a 54% no período 2007 - 2008. 

Entre os principais desafios se aponta o financiamento de uma resposta permanente e integral ao HIV que inclua uma ampliação dos serviços de aconselhamento e testes de detecção do HIV, ampliar os serviços de prevenção ao HIV, centrar a atenção nas populações em situação de maior risco, garantir o acesso oportuno ao tratamento, melhorar a adesão ao tratamento e serviços de alta qualidade, redobrar esforços para responder à dupla epidemia de TB e infecção por HIV, melhorar o acesso dos serviços de HIV para mulheres e crianças, integrar os programas de luta contra o HIV nos sistemas de saúde mais amplos e fortalecer a vigilância da infecção pelo HIV e ampliar a pesquisa.

Acesse aqui o relatório completo em sua versão original em inglês e uma tradução do comunicado de imprensa com alguns dados por região, com destaque para a América Latina.
 

Última atualização em Seg, 01 de Novembro de 2010 09:53
 

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