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A OPAS/OMS no Brasil apóia discussão sobre o controle da dengue na Bahia para 2011

nullA OPAS/OMS no Brasil, no período de 2 a 3 de dezembro de 2010, em articulação com a Secretaria de Estado da Saúde da Bahia/SESAB e Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, apoiou na discussão das ações de prevenção e controle da dengue, preparatórias para o ano de 2011.

nullParticiparam da missão o Dr. Eric Martinez, Consultor Internacional da OPAS/OMS, e o Dr. Haroldo Bezerra, Consultor OPAS/OMS. Os técnicos foram recebidos pela Dra. Alcina Andrade, Diretora de Vigilância Epidemiológica, Dra. Lorene Pinto, Superintendente de Vigilância em Saúde e pelo Dr. Jorge Solla, Secretário de Estado da Saúde da Bahia. Nessa oportunidade, o Senhor Secretário agradeceu pelo apoio da OPAS e salientou a importância da parceria mantida com esta Organização e seu desejo de fortalecê-la. Ele também manifestou interesse em conhecer os avanços na classificação, diagnóstico e manejo do paciente com dengue, assim como na sua prevenção e controle.

A metodologia de trabalho adotada na visita foi a de reuniões de trabalho, sendo visitada a Superintendência de Vigilância em Saúde onde foi discutida a situação atual da dengue nesse estado, bem como os possíveis cenários epidemiológicos para 2011, tendo como base às analises realizadas pela SESAB. Observou-se que no ano de 2010 houve uma discreta modificação na sazonalidade da doença, que pareceu estar relacionada com regime de chuvas ocorrido neste ano e outras variáveis climáticas. Neste ano, foram confirmados na Bahia 692 casos graves da doença, com 34 óbitos. O sorotipo viral predominante, a partir de agosto, tem sido o DENV 1, diferente do período anterior onde houve o predomínio do DENV 2, esta mudança no perfil da circulação viral pode sugerir que a transmissão da dengue em 2011 possa ocorrer principalmente nas faixas etárias mais jovens. Outro ponto discutido foi o fortalecimento do componente de assistência aos pacientes, considerando os eventuais avanços com a nova classificação, diagnóstico e manejo do paciente com dengue. No controle vetorial discutiu-se os modelos de ações de bloqueio de transmissão com equipamento de nebulização de inseticidas. Quanto aos criadouros de mosquitos continuam como predominantes os intradomiciliares, o que sugere a necessidade cada vez maior na mudança de hábito da população, bem como melhorias nas condições de abastecimento de água e outros fatores condicionantes. Deve-se se ressaltar que o estado da Bahia possui um Comitê Estadual Mobilização, o qual vem desenvolvendo uma série de ações para prevenir e controlar esta doença.

Na visita a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador os técnicos da OPAS reuniram-se com os técnicos do Comitê da Dengue dessa Secretaria, e discutiram vários aspectos da situação epidemiológica da dengue, e sugeriram ações para o fortalecimento das vigilâncias para este agravo, em especial quanto ao monitoramento viral da doença. Foram também realizadas sugestões quanto ao aprimoramento das ações de assistência ao paciente e organização dos serviços, pensando principalmente em ações locais, na esfera dos Distritos Sanitários, o que incluíram também ações voltadas para o controle do vetor, comunicação e mobilização social.


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