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Busca pela melhoria da vigilância e caracterização da doença meningocócica na América Latina

Trata-se de um programa de investigação, que pelo apoio da OPAS/OMS, propõe reforçar a vigilância e o conhecimento da doença meningocócica baseando-se em evidências laboratoriais. O Instituto Malbrán da Argentina será o laboratório coordenador com participação também do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo e o Instituto Nacional de Saúde da Colômbia como laboratórios de referência sub-regional da rede SIREVA II.

Com o objetivo de melhorar a vigilância da doença meningocócica na América Latina e Caribe e conhecer mais em relação à doença para controlá-la e avaliar o uso potencial de novas vacinas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e mais de vinte países da América Latina e Caribe levam adiante um programa de pesquisa específico para a região. 

"Melhoramento da vigilância e caracterização da doença meningocócica na América Latina e da região do Caribe" é o nome da iniciativa que prevê desenvolver-se até 2013. 

O programa implica em um reforço da vigilância e o conhecimento do ônus real da doença meningocócica, a caracterização das cepas circulantes e os padrões de susceptibilidade a antibióticos.   Será criada uma base de dados que incluirá casos de doença meningocócica de toda a região com dados epidemiológicos e laboratoratoriais e será selecionada uma coleção de meningococos que sejam representativas da epidemiologia. 

O projeto é englobado na rede SIREVA II, uma rede regional de vigilância de pneumonias e meningites bacterianas causadas por Streptococcus Pneumoniae, Haemophilus Influenzae e Neisseria meningitidis que desde 1993 administrada e mantida pela OPAS/OMS com o objetivo de obter dados quanto às taxas de incidência, distribuição de sorotipos/sorogrupos e padrão de resistência a antibióticos destes patógenos nos países da região.

Os dados quanto à epidemiologia e da incidência real da enfermidade meningocócica na região da América Latina e Caribe são escassos na maior parte dos países devido tanto às dificuldades intrínsecas que o isolamento da bactéria causante , Neisseria meningitidis apresenta, como à escassez de recursos e infraestrutura nos laboratórios para sua identificação e correta caracterização.

 

Apesar das muitas melhorias implementadas, a qualidade da informação epidemiológica e de laboratório referente ao meningococo é ainda discordante entre os países, devido a diferenças tanto na eficiência dos sistemas de vigilância nacionais e comunicação de doenças, como na capacidade dos laboratórios para levar a cabo o diagnóstico e caracterização dos isolados, e no nívelde formação dos profissionais. 

A Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde (ANLIS) Carlos Malbrán, Ministério da Saúde da Argentina, será o laboratório coordenador responsável pela implementação e gerência do programa de pesquisa.   Também participam o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo - Brasil e o Instituto Nacional de Saúde da Colômbia como laboratórios de referência sub-regionais da rede SIREVA II. 

O convênio para a instalação do laboratório coordenador foi assinado entre a diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses, e do Ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, em setembro de 2009.   Além disso, a carteira sanitária argentina prevê realizar um estudo de portadores assintomáticos no país através do `Programa Ampliado de Imunização`. 

Dentro do projeto a realização de estudos é prevista em portadores assintomáticos de N. meningitidis a fim de descrever as taxas de presença e conhecer as características fenotípicas e genéticas das cepas circulantes.   Também serão levados adiante estudos para avaliar novas técnicas que possam contribuir para melhorar a sensibilidade do diagnóstico no nível laboratórial. 

O projeto está financiado através da Fundação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF).   Os dados e os resultados gerados pelos estudos incluidos no projeto colaborativo serão de domínio público e divulgados através de publicações científicas, relatórios, comunicações em congressos científicos, entre outros. 

A OPAS/OMS atuará como garantia e Cooperação Técnica a fim de assegurar a qualidade e a excelência na pesquisa, supervisando a avaliação, validação e transferência de novas tecnologias aos países da região. 

Meningite meningocócica 

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana grave das membranas que rodeiam o cérebro e a medula espinhal.  Pode causar importantes danos cerebrais e é mortal em 50 por cento dos casos não tratados. 

Há diferentes bactérias causadores de meningite.   Neisseria meningitidis é uma delas, e pode causar grandes epidemias.   A enfermidade meningocócica foi descrita pela primeira vez em 1805, em um surto que assolou Genebra (Suiça).   Os agentes causais, N. meningitidis (meningococo), foi identificado em 1887. 

Foram identificados 12 sorogrupos de N. meningitidis, cinco dos quais (A, B, C, W135 e X) podem causar epidemias. A distribuição geográfica e o potencial epidêmico varia segundo o sorogrupo. 

A bactéria é transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas das secreções respiratórias ou da garganta. A propagação da doença é facilitada pelo contato estreito e prolongado (beijos, espirros, tosse, dormitórios coletivos, vasilhames e talheres compartilhados) com uma pessoa infectada.   O período de incubação médio é de 4 dias, mas pode oscilar entre 2 e 10 dias.

 

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