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Formação e fortalecimento de Recursos Humanos em destaque na 64ª Assembleia Mundial da Saúde

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null O desenvolvimento da força de trabalho para a Saúde e o fortalecimento de algumas áreas mais fortemente ligadas à população, como enfermagem e obstetrícia, foram alguns dos temas discutidos no mês de maio durante a 64ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. Além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do representante do Brasil no Comitê Executivo a OMS e ex-diretor da Fiocruz, Paulo Buss, participou do evento o consultor OPAS/OMS, Roberto Esteves. Duas resoluções sobre o assunto foram destacadas para reforçar o compromisso dos Estados Membros com a capacitação dos recursos humanos em saúde.

Uma delas, a EB 128.R9, incitou os países a desenvolverem estratégias a fim de mitigar os efeitos adversos da migração de profissionais  e minimizar seus impactos negativos nos sistemas de saúde, bem como implementar políticas que poderiam aumentar a eficácia dos serviços oferecidos.

O documento reconhece que a escassez de desses trabalhadores em certas regiões, interfere nos esforços para se atingir as metas para desenvolvimento da saúde e incita os países membros a implementarem o Código de Prática Internacional da Organização Mundial da Saúde para amenizar os efeitos negativos da migração de profissionais, especialmente em países com escassez crítica desses profissionais.

Ainda segundo a resolução, os países devem priorizar os gastos públicos em saúde a fim de garantir a implementação de políticas e estratégias que proporcionem avanços no setor além de manter os trabalhadores motivados e criar estímulos para que eles atuem nas áreas rurais remotas.

Outra resolução, EB 128.R11, tratou do fortalecimento da enfermagem e obstetrícia e ressaltou a necessidade de construir sistemas nacionais de saúde sustentáveis além de fortalecer as capacidades nacionais para atingir a meta de redução das injustiças nos serviços de saúde. 

O documento reconhece como crucial a contribuição desses profissionais para a ampliação e fortalecimento dos serviços de saúde e incita os países membros a desenvolver metas e planos de ação nacionais nas duas áreas para melhor responder às necessidades da população.

A EB 128.R11 também reforça a necessidade de capacitação contínua de enfermeiros, médicos e parteiras, para aumentar a força de trabalho e sua eficácia e a inclusão desses trabalhadores em planos nacionais de recursos humanos que apoiem o recrutamento de pessoal e pensem em melhorias nas condições de trabalho e remuneração.

O consultor Roberto Esteves  ressaltou as discussões sobre Recursos Humanos em Saúde durante a Assembleia e o trabalho desenvolvido no Brasil. “Essas resoluções coincidem com muito do que o Brasil já realiza por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), com apoio da OPAS/OMS, e de suas contrapartes estaduais e municipais, mostrando que caminhamos na direção certa”, afirmou o consultor.

Para mais informações sobre a 64a Assembleia Mundia de Saúde, clique aqui.

Última atualização em Ter, 31 de Maio de 2011 15:01

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