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O envolvimento OPAS/OMS com o tema
O envolvimento da OMS e suas representações regionais com a prevenção e controle das lesões no trânsito, a rigor, remonta a aos anos 60 do século passado, no relatório Road traffic accidents: epidemiology, control and prevention (Norman, 1962). Já nesta publicação, o Dr. Leslie Normanenfatizava o fato de, não obstante os danos relacionados aos referidos acidentes excederem o de todas as demais enfermidades que se tinha notícia (ao menos em países com altas taxas de motorização), raramente se reconheciam as lesões advindas de incidentes no transporte de pessoas e bens como um problema sanitário.

Em 1974, na Resolução WHA27.5, a OMS assumiria os acidentes de trânsito como importante questão de saúde pública, sugerindo o entendimento do problema como tal. Contudo, o tema assume grande visibilidade e ainda maior importância a partir do atual milênio. Em 2003 estudos demandados pelo Banco Mundial assinalaram que, entre os anos 70 e o final dos anos 90, ao mesmo tempo em que países altamente industrializados alcançavam quedas na mortalidade no trânsito, as taxas de óbito por habitantes cresciam em progressão alarmante em países em desenvolvimento, sendo os prognósticos ainda menos alentadores (Kopits and Cropper,  2003).

Cifras como estas contribuíram para que no ano de 2004 a Organização Mundial de Saúde dedicasse o Dia Mundial da Saúde à segurança no trânsito. No mesmo ano, a OMS levou a público os resultados de um projeto envolvendo mais de uma centena de especialistas e instituições nas áreas de saúde, transporte, engenharia, segurança pública, educação, entre outras.

O projeto materializou-se no relatório-referência Relatório Mundial Sobre Lesões Causadas Pelo Trânsito, e culminou com uma inédita sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, acompanhada de uma Resolução da ONU conclamando os países membros a uma ação mais vigorosa em relação à questão da morbimortalidade no trânsito.

Este conjunto de iniciativas foi fruto de um entendimento sem precedentes da dimensão do problema e da necessidade de seu enfrentamento na forma de ações preventivas. O comprometimento de setores ligados à saúde na investigação das causas dos conflitos no trânsito – assunto historicamente relegado às áreas de transportes e segurança pública – demorou-se em se manifestar de maneira mais intensa até assumir que, como as cardiopatias, o câncer e as doenças cerebrovasculares, os traumas adquiridos no trânsito devem ser entendidos como um problema que responde bem a intervenções eficientes (Trinca et al, 1988).

A importância do setor saúde, em função do espaço que ocupa institucionalmente e da capacidade de, como lembram Souza, Minayo e Franco (2007), “contagiar” outros setores e a sociedade civil, empresta à discussão da segurança no trânsito uma força há muito reclamada e – mais importante – enfatiza a essencialidade da vida, em contraste com uma racionalização da questão tradicionalmente ocupada com a eficiência e otimização dos deslocamentos veiculares (Pavarino, 2009).

Neste contexto, a OPAS e a OMS vem se envolvendo de maneira crescente e proativa na questão das lesões e mortes no trânsito no âmbito da prevenção das violências e traumas, trabalhando intensamente para pautar a temática da segurança no trânsito, provendo apoio técnico e articulando ações entre parceiros em nível regional e global (conheça aqui, mais informações acerca de projetos, programas, publicações, eventos, redes, capacitação,e as resoluções relacionadas a prevenção e redução das mortes e lesões no trânsito). 

 

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