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Capacidades Humanas para a Saúde



Gerente de Sistemas de Saúde da Opas defende capacitação de Recursos Humanos para melhorias das condições de saúde no País

Em entrevista concedida ao site da Rede ObservaRH, o Gerente de Sistemas de Saúde da OPAS/OMS, Felix Rigoli, falou sobre o problema da má distribuição de médicos e enfermeiros com concentração em algumas áreas e a escassez em outras e ressaltou a importância de formar e capacitar cada vez mais profissionais de saúde. “Também precisamos desenvolver carreiras ou sistemas de gestão do trabalho que favoreçam radicar ou fixar profissionais em regiões que hoje têm muito pouco serviço de saúde para assegurar o acesso com qualidade a toda a população, que hoje está com dificuldades”, acrescentou.

A entrevista foi concedida durante a Reunião Nacional da Rede, que ocorreu em Brasília, de 16 a 17 de agosto de 2011. O evento contou com a presença das Estações de Trabalho da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde do Brasil, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), OPAS/OMS, CONASS e CONASEMS. (saiba mais)

Felix Rigoli também mencionou as dificuldades que muitos municípios têm para conseguir médicos ou enfermeiros, que impactam no acesso da população ao atendimento em saúde. Para o Gerente de Sistemas de Saúde da OPAS/OMS é necessário fazer, ao mesmo tempo, dois esforços: “melhorar a formação e muda-la para que seja voltada para especialidades e tipos de cuidado de que a população precisa e, ao mesmo tempo, melhorar a distribuição”. Como exemplo de melhora na formação dos profissionais citou a mudança no currículo das carreiras de saúde, “onde as pessoas se formem sabendo, funcionando e pensando como é a filosofia do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Rigoli lembrou alguns dos programas apoiados pelo Programa de Política de Recursos Humanos em Saúde da OPAS/OMS e que contribuíram para os avanços conquistados pelo Brasil. Um deles foi documentado recentemente em um artigo publicado em uma revista internacional sobre a política de Recursos Humanos em Saúde no Brasil.

“O principal avanço é ter uma política durante 30, 40 anos de readequar ou recanalizar os recursos humanos para a atenção primária à saúde. Ou seja, essa é uma política sustentável que o Brasil tem desenvolvido durante um tempo muito prolongado, com programas como o Profae (Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem) e o Pró-Saúde (Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde), que treinaram e mudaram a formação de centenas de milhares de profissionais de saúde” e lembrou a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

Por fim, lembrou o papel da Rede Observatório na identificação das melhores práticas, avaliando experiências e descobrindo quais são os fatores de sucesso e de fracasso de experiências que poderiam conduzir a melhores resultados.

Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

 

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