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A OPAS/OMS no Brasil participa com o Ministério da Saúde no lançamento da Campanha de Mobilização Contra a Malária

Com as palavras de boas vindas do Dr. Jarbas Barbosa, pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Eng. Diego Victoria Representante da OPAS/OMS - Brasil, do Dr. José Enio Servilha, do CONASEMS, do Dr. Jurandi Frutuoso, do CONASS e o Senhor Ministro de Estado da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, efetuou-se o lançamento da Campanha de Mobilização Contra Malária em 5 de setembro de 2011, com a finalidade de fortalecer a prevenção da malária e a promoção da saúde em áreas priorizadas da Amazônia Legal.

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Atualmente, o Programa Nacional de Controle da Malária do Brasil desenvolve o Projeto de Expansão do Acesso às Medidas de Prevenção e Controle da Malária para Populações Vulneráveis da Amazônia Brasileira. Este projeto é desenvolvido pela Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e pela Fundação Faculdade de Medicina (FFM), por meio da Unidade Executora do Projeto (PEU) e do Ministério da Saúde. Seus principais objetivos são: apoiar os municípios no controle da malária, aumentar os pontos para diagnóstico da doença, distribuir mosquiteiros, aumentar o envolvimento das comunidades em regiões de risco e estimular o trabalho conjunto com os países vizinhos.

No marco deste Projeto, o Ministério da Saúde organizou o lançamento da Campanha de Mobilização contra a Malária, com o propósito de levar informação e promover a mobilização das entidades, governos locais e da população das comunidades das áreas endêmicas. A proposta irá atender inicialmente 450 mil famílias de 47 municípios priorizados dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, áreas sob alto risco de transmissão de malária na Amazônia brasileira. 


A Campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos de uma doença como a malária. A experiência que acumula o Brasil nestas atividades é ampla sendo de muito interesse os trabalhos feitos pelos técnicos de saúde nos estados e municípios. Com a aquisição de 1.100.000 mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração e testes de diagnóstico rápido para complementar as estratégias convencionais contra a malária, são três os aspectos principais para fortalecer a vigilância e o controle: a prevenção da doença, com o uso dos mosquiteiros, a promoção de um sistema diagnóstico-tratamento ótimos e oportunos e a promoção da adesão ao tratamento segundo as linhas do Programa Nacional de Controle da Malária (Acesse o jornal clicando na gravura). 

Atualmente, nas áreas endêmicas de malária, para trabalhar no seu controle e prevenção e reduzir com sucesso os casos, são reconhecidas como estratégias chaves o diagnóstico e tratamento oportunos, seguros e de qualidade além de um controle de vetor baseado em evidências.  Ao lado do diagnóstico com microscópio, somam-se as provas ou testes de diagnóstico rápido, juntamente com a aplicação de inseticidas, estão agora os mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração. Sao estratégias com eficácia comprovada na redução da morbilidade, internações e da mortalidade por malária e outras doenças transmitidas por vetores.

Os mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração tem efeito protector para a pessoa que dorme sob ele e também tem alcance de proteção ao nível comunitário. Adicionalmente, são capazes de proteger não apenas contra os vetores da malária, também de aqueles vetores de leishmaniose, filariose e Doença de Chagas. De outro lado, os testes de diagnóstico rápido são fitas que ajudam a fazer o diagnóstico de malária em areas onde náo tem diagnóstico microscópico, geralmente areas remotas, onde as populações vulneráveis não tem ou tem acesso limitado ao serviço de saúde. Os testes rápidos aproximam o serviço de diagnóstico de malária para as pessoas.

Este conjunto de ferramentas, para sua adaptação em cada contexto precisa de tomar em conta a realidade social, econômica e cultural local, procurando asegurar o acceso ao serviço de saúde, entendendo que se fala de acceso geográfico e cultural. Por isso, a idéia chamada de Mobilização contra Malária, em seu enfoque de fortalecimento da sociedade civil, baseado em comunicação e participação, representa uma iniciativa muito poderosa por quanto procura e oferece o conceito integrado de qualidade de vida.Ainda que o país esteja operacionalmente dividido em uma área malárica amazônica e outra não malárica e não amazônica, falar e fazer uma Mobilização contra Malária significa a iniciativa para proteção do país todo, já que reduz riscos em populações estáveis e móveis.

Esta iniciativa, que cuida da mulher grávida, da criança, do trabalhador, integra as chamadas seis prioridades transversais na saúde, como são atenção primaria em saúde, promoção da saúde, género, etnia, direitos humanos e proteção social. E mais do que uma intervenção decidida e quantitativamente importante, por tanto é uma ação alinhada com os conceitos fundamentais do SUS, junto com altas recomendações da OMS e o Plano Estratégico Regional 2011-2015 para o Controle da Malária nas Américas, apenas para nomear alguns dos documentos que norteam as ações nacionais e regionais em saúde e malária.

O lançamento da Campanha de Mobilização Contra Malária é uma iniciativa produto de uma série de esforços que o Ministério da Saúde e seu Programa Nacional de Malaria tem desenvolvido sistematicamente, nos estados da Bacia Amazônica. Responsavelmente, além dos trabalhos de avaliação dos subsistemas de detecção, diagnóstico e tratamento de casos de malária, o Programa Nacional tem apoiado estudos piloto a pequena escala, tanto com os testes de diagnóstico rápido como com os mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração. Estes mosquiteiros de última tecnología tem sido testados cuidadosamente, tomando em consideração as preferências e costumes da população brasileira para garantir sua aceitação e uso pela mesma. Estas experiências do país, destacadas ao nível da Região da América, orientaram o importante investimento associado à Campanha lançada.

Desta forma, o Ministério da Saúde do Brasil mostra seu enfoque ecossistêmico da saúde, quando estrategicamente convoca os diferentes setores socias para combater um problema como a malária, que definitivamente é mais que um problema de saúde e requer de uma participação multilateral, multidisciplinar e multisetorial. Com o lançamento desta iniciativa, mais uma vez o governo brasileiro coloca a saúde como um bem social, sendo que realmente é um valor e um produto social, e não simplesmente um evento biológico. Isto fica demonstrado pelos atores desta iniciativa: as comunidades, os trabalhadores de saúde dos diferentes níveis de atenção com ênfase no nível local, os prefeitos, os secretários de saúde, a sociedade organizada. Fica muito claro que a sua bandeira é a participação. 

 

 

 

 

 

 


 

 

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