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Dia da Malária nas Américas: OPAS/OMS comemora quinto aniversario e reconhece aos Campeões contra a doença do ano 2011

Três organizações dos países de Honduras, Brasil e Nicaragua foram reconhecidas em 8 de novembro como Campeões contra a Malária nas Américas, 2011 pelas suas iniciativas de sucesso para reduzir casos e mortes por esta doença. Os nomes dos ganhadores foram apresentados durante o quinto ano de comemoração do Dia da Malária nas Américas, na sede da OPAS/OMS em Washington.

O premio principal foi ganho pelo projeto de Honduras, chamado “Manejo integral da malária em Wampusirpi no Departamento Gracias a Dios”. Com este projeto, no pais houve uma queda dos casos de malária em mais de 80% entre junho de 2010 e junho de 2011. Este projeto, feito em coordenação com os Comitês Municipais, organizações não governamentais, o Ministério da Saúde de Honduras e com apoio técnico da OPAS/OMS, realizou intervenções tais como distribuição de mosquiteiros, diagnóstico e tratamento para a população, identificação e eliminação de criadouros e uma forte campanha educativa em malária sobre o município. Gracias a Dios, um município com muita população indígena e com difícil acesso geográfico, e a área com maior incidência de malária em Honduras e na América Central (http://youtu.be/ATbJ0Wgpo3o).

O Brasil recebeu reconhecimento como finalista, pelos trabalhos do Programa Estadual de Controle da Malaria do Acre. Este Programa alcançou uma redução de 93.863 casos de malaria em 2006 a 25.596 em 2010. Em 2006, frente a uma epidemia de malaria, o Programa do Acre pediu apoio ao Programa Nacional de Controle da Malária para integrar a atenção desta doença aos programas de saúde. Uma estratégia integradora incluiu mudanças na estrutura da gestão, o uso de testes rápidos para diagnóstico de malária em áreas de difícil acesso, mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração, mobilização social e educação para a saúde (http://youtu.be/-DCyO0ie84w).

O outro finalista foi o “Programa de Vigilância Comunitária com sítios sentinela”, da Nicaragua. Esta iniciativa consistiu no desenvolvimento de estudos sistemáticos feitos pela Rede de Voluntários da Comunidade, parceiros e equipes de saúde em sítios sentinela selecionados, onde se reportaram casos de malária nos últimos três anos. Com estes estudos sistemáticos, se avaliou a transmissão local da doença com especial ênfase nas condutas e conhecimentos da comunidade sobre malaria para fortalecer a vigilância e prevenção da doença ao nível da comunidade. Esta vigilância e feita com o apoio de organizações da Saúde, a universidade regional, o Corpo Medico do Exercito, governos municipais e o Ministério de Educação (http://youtu.be/Thvjfo1GqE8).

Entre 2000 e 2009, nas Américas houve uma redução de 52% dos casos de malária e de 68% da mortalidade. O Diretor Adjunto da OPAS/OMS, Jon Andrus, colocou que estes avanços são positivamente estimulados por Programas que avaliam e reconhecem os trabalhos mais destacados, tais como os Campeões da Malária nas Américas. Ele disse: “é claro que o trabalho feito pelos nossos países tem levado á região a uma etapa importante na luta contra a malária. Parece que vamos ganhando a batalha, porem não devemos deixar a guardiã. Precisamos de enfocarmos em como manter os logros e trabalhar para a eliminação da transmissão local naquelas áreas onde seja possível”(www.paho.org/paludismo).

Depois de parabenizar aos projetos honrados e apresentar os prêmios, a SubDiretora da OPAS/OMS, Socorro Gross, destacou que este ano as iniciativas selecionadas enfatizaram os logros nos aspectos de gênero, etnicidade, diretos humanos, promoção da saúde, atenção primaria em saúde e proteção social. A doutora Gross enfatizou a decisão política adotada pela OPAS/OMS segundo a qual combater a malária é importante”, refletida na Estratégia e Plano de Ação sobre a Malária, aprovada em Setembro deste ano pelo Conselho Diretor da OPAS (CD51/11) (http://bit.ly/smA628).

Também participaram nesta celebração do Dia da Malária nas Américas, Javier Uribe, Assessor em Sistemas de Saúde e Serviços da OPAS-Guyana, Frederico Guanais, Especialista Principal em Saúde do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Marthelise Eersel, Diretora de Saúde do Ministério de Saúde de Suriname, Trenton K, Ruebush II, Assessor Principal em Malária, do Bureau da USAID para Saúde Mundial e Marcos Espinal, Gestor da Vigilância da Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da OPAS/OMS, na sede central. Em representação dos parceiros, falou Edward Kandunc, Presidente da Fundação Pan Americana para a Educação e o Desenvolvimento (PAHEF, por as siglas em inglês) e também Ashleigh Black, Diretora Associada do Centro para a Saúde Mundial da Universidade George Washington.
 
O Dia da Malária nas Américas foi lançado em 2007 com a finalidade de chamar a atenção sobre esta doença, construir compromissos e mobilizar as ações para alcançar as metas de redução da malária ao nível comunitário, dos países e da região. Do seu lado, o Programa “Campeões da Malária nas América”, lançado em 2008, pretende identificar, comemorar e inspirar a continuidade da excelência no trabalho contra esta doença, realizado pelos países da região. Estas duas iniciativas são organizadas pela OPAS/OMS, PAHEF e o Centro para a Saúde Mundial da Universidade George Washington.

 

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