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OPAS/OMS no Brasil e o Ministério da Saúde apóiam a contenção da epidemia de dengue no município do Rio de Janeiro

No período de 25  a 27 de abril de 2012, a OPAS/OMS no Brasil, a Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS e a Secretaria de Atenção à Saúde/SAS do Ministério da Saúde estiveram no município do Rio de Janeiro, para apoiar as Secretarias de Estado Saúde/SES-RJ e do município do Rio/SMS-Rio na contenção da epidemia.

Participaram desta missão o consultor da OPAS/OMS no Brasil, Haroldo Bezerra, e os Assessores da SVS e SAS, Fabio Gaiger e Rodrigo Said,respectivamente. O apoio prestado pelos técnicos esteve centrado em dois eixos: i. manejo integrado de vetores e ii.assistência aos pacientes. Nestes pontos foram desenvolvidas ações voltadas primordialmente para se buscar evitar eventuais óbitos e reduzir a força de transmissão viral.

A missão foi realizada por meio de reuniões técnicas com as equipes tanto da SES-RJ e SMS-Rio, onde se debateu o fortalecimento das ações de prevenção e controle da doença, bem como a assistência aos pacientes, com foco nos pólos de atendimento para dengue montados pela SMS-Rio (são 20 polos 12horas e 11 polos 24horas). Foram visitadas pelo consultor da OPAS/OMS no Brasil, Haroldo Bezerra, e o Assessor da SVS, Fabio Gaiger, acompanhados por um técnico da SES-RJ, duas das Áreas de Planejamento que concentravam, no momento, o maior problema -  5.1 (Bangu e Realengo) e 5.2 (Campo Grande). Estas duas áreas circunscrevem 17 bairros e uma população de aproximadamente 1,3 milhões de habitantes. Nestas áreas até o momento foram notificados 27.151 casos, ou seja, 43% do total de caos do município.

Nestas visitas os técnicos discutiram com as equipes locais as ações voltadas para a contenção da epidemia, revisando as estratégias empregadas no controle vetorial, as analises de risco e tendência utilizada nos direcionamentos das atividades emergenciais. Foram feitas sugestões a exemplo da constituição das salas de crise locais, com o envolvimento das de controle vetorial, assistência aos pacientes, vigilâncias, limpeza urbana, sociedade civil, comunicação e mobilização social, dentre outros atores, isso com vistas a uma resposta integral a situação. Foi também visitada unidade de re-hidratação, e deve-se ressaltar o caráter técnico e de organização observado, o que tem possibilitado um atendimento de qualidade e satisfatório aquela população atendida por essa unidade.

Foi acompanhada uma ação de controle vetorial com aplicação de inseticida a ultrabaixovolume (UBV), em Campo Grande, sendo discutido com os responsáveis os aspectos técnicos e operacionais da ação e seus desdobramentos. As ações de combate ao vetor adulto com equipamentos de UBV estão ocorrendo, neste momento, em 62 bairros do município do Rio e estão sendo realizadas com apoio de equipamentos da SMS-Rio e da reserva estratégica nacional do Ministério da Saúde.

Até a semana epidemiológica 18 de 2012 (29 de abril a 5 de maio de 2012) foram notificados no estado 83.053 casos. Destes, 62.601 foram no município do Rio, e nessa semana (SE 18) se notificou 383 casos. Foram confirmados 17 no estado, sendo 15 no Rio. Do total de casos no estado 347 foram classificados como graves. Foi detectada a circulação de dois sorotipos virais: DENV1 e DENV 4 com predominância do último. A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro descarta, no momento, uma epidemia geral no estado. E os números globais de 2012 quando comparados a 2011 apontam para uma queda na transmissão de dengue nesse estado da ordem de 30%.

Os entes federados (união, estado e município) vêm empreendendo uma série de atividades que vão desde assessorias técnicas, repasse de insumos (inseticidas), cessão de equipamentos de UBV, intensificação das ações de controle vetorial e fortalecimento das ações de assistência aos pacientes, dentre outras.

A OPAS/OMS no Brasil apóia integramente as ações desenvolvidas pelo SUS na prevenção da transmissão da dengue no país, e para isso tem colocado a disposição do Ministério da Saúde sua expertise técnica tanto no nível local como por meio de seu Programa Regional da Dengue, apóia também na aquisição de insumos, tais como, inseticidas e kits diagnósticos, elementos estratégicos aos planos de contingência. É importante ressaltar que a OPAS/OMS por meio de seu Grupo de Alerta e Resposta a emergências epidemiológicas mantém um acompanhamento muito estreito da situação d dengue na Região, e em especial as epidemias, a exemplo desta que ocorre no Rio, tendo como base para esse monitoramento o que determina o Regulamento Sanitário Internacional.



 

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