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OPAS/OMS no Brasil acompanha Reunião de Encerramento do Projeto Malaria com o Fundo Global

nullDurante os dias 28 e 29 de fevereiro, na sede do Ministério da Saúde em Brasília, o Programa Nacional de Controle da Malária conduziu a reunião de Encerramento do Projeto Malaria com o Fundo Global, onde participaram as equipes técnicas dos estados da Região Amazônica das areas priorizadas pelo Projeto.

Pnullara encaminhar um processo de encerramento participativo, a Coordenação Geral do Programa organizou uma oficina onde os trabalhos de grupo deram como produtos resumos dos aspectos positivos, aspectos negativos do projeto e propostas para manter o trabalho realizado até agora, para otimizar os recursos do tesouro a ser investidos, guiados pela experiência acumulada.  Uma das mudanças importantes foi que a figura criada do assessor (responsável pela aplicação das estratégias do projeto Malaria com o Fundo Global) será chamada desde agora de apoiador, com similares funções; outra sugestão para o trabalho foi que a priorização dos municípios será consultada com os estados e as futuras atividades programáticas serão baseadas numa proposta de Plano de Trabalho gerada durante a reunião de encerramento.


nullOs técnicos consideraram como positivo: a) a colocação dos assessores nos municípios prioritários, b) a capacitação inicial desenvolvida nos municípios, em epidemiologia e no uso de testes rápidos de diagnostico para malaria, com padronização das atividades, o qual precisou vincular-se e socializar-se com indicadores c) a cultura de capacitações  periódicas, d) a integração dos supervisores de campo e de laboratório, e) a supervisão dos laboratórios, f) o acercamento entre a equipe de malaria e a equipe de atenção básica, g) a integração de setores sociais, sociedade civil, garimpeiros.
Os aspectos negativos colocados pelos técnicos foram: a) que o Projeto fosse implantado sem ser discutido antes com o nível local, b) a falta de identidade do projeto c) pouca contribuição para a gestão local, d) no trabalho para integrar a vigilância da malaria com a atenção básica e outras instituições e níveis administrativos de saúde, e) retraço na chegada dos recursos materiais, o qual significou para os participantes falta de planejamento e de gerencia, assim como falta de comprometimento e problemas de comunicação, o  que gerou descrédito para o projeto, f) falta de acompanhamento dos agentes de saúde, f) os assessores não fizeram equipe, g) a pobre qualidade dos mosquiteiros distribuídos, h) a proporção de tipo de mosquiteiros colocados fora da realidade local e a falta de um censo adequado para identificar as necessidades com os mosquiteiros, i) a seleção de localidades que não seguiu uma atualização segundo situação epidemiológica.
As propostas incluíram: a) identificar responsáveis pelo projeto, num futuro, b) capacitação de novos assessores, manter a capacitação e educação continuada nos municípios, para ua maior capacidade instalada ao nível local, c) a integração do nível central com os estados e municípios, reuniões mais freqüentes, periódicas e participativas, para discutir com os envolvidos no desenvolvimento do projeto, d) discussões e avaliações periódicas apoiadas em inidicadores, e) a construção conjunta de projetos, f) a importância de reuniões semestrais periódicas com gerentes do nível central e externos, para integração de todos os atores envolvidos no controle da malaria, g) avaliação periódica do projeto, h) organizar o monitoramento da instalação de mosquiteiros, h) levar em conta problemas potenciais de aceite de mosquiteiros a níveis locais.

A maior recomendação para a situação evidenciada pela reunião é estudar as propostas feitas por aqueles que viveram a experiência de desenvolvimento do projeto ao nível municipal e incorporar em forma sistemática o enfoque ecosistémica da saúde (Jean Lebel, 2003, http://bit.ly/L1ulTN), como enfoque concordante com a visão dos técnicos locais, para fortalecer as ações em vigilância, controle e gestão.


Durante a reunião foram discutidos os fluxos das atividades futuras, as funções do apoiador e o sistema de avaliação de desempenho. Foi uma oportunidade para reativar a necessidade de repensar um modelo de gestão para o Programa de Malaria no Brasil e trabalhar no marco de um Plano Estratégico, proposta claramente colocada por técnicos do Estado Amazonas. Esta reunião de encerramento representou um momento de transição dos aspectos administrativos em saúde que podem se refletir no desenvolvimento das estratégias no combate á malária no pais.

 

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