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Projeto AMI RAVREDA desenvolve Seminário Regional em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Malária em Populações em Circunstancias Especiais

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nullNa Cidade de Guatemala o dia 19 de março OPAS/OMS e USAID, no contextomarco do Projeto AMI RAVREDA dissertaram sobre o tema da Malária nas populações mais vulneráveis, com pouco acesso aos serviços de saúde, freqüentemente migrantes ou  que moram em áreas remotas, em fronteiras, que trabalham em atividades extrativista e tem sido  deslocadas por situações sócio-económicas, políticas e ambientais-naturais desfavoráveis.

O Seminário teve como objetivos: a) revisar o conceito de populações que vivem em circunstancias especiais, b) examinar a epidemiologia da malaria nestas populações nas Américas e em outras regiões, c) destacar a necessidade de trabalhar com as populações em circunstancias especiais em forma sistemática e sistêmica e d) discutir linhas para abordagem destas populações.
Falou se sobre o conceito de populações em circunstancias especiais e a importância de revisar esta definição, destacando a pertinência de dar um enfoque ecológico a este conceito em saúde publica. O representante de USAID-Peru, Dr. Chang, combinou em seu discurso os elementos de grupo, população, território, contexto, ecossistema e determinantes sociais e lembrou o potencial destes grupos humanos e circunstancias para a reintrodução da malaria em determinadas áreas.
Exemplos da epidemiologia da malária nestas populações foram comentados para dois continentes.


nullPara as Américas, um representante de Suriname, o Dr. Stephan Vreden, comentou a importância da malária para áreas rurais, áreas de extração de ouro e populações Ameríndias migrantes, descrevendo o caráter ocupacional da doença e os desafios para os sistemas de vigilância sobre estas populações no contexto desse pais que tem alcançado um importante controle da doença na sub-região da Bacia Amazônica. O Dr. Vreden destacou a importância da cooperação entre os países do Escudo Guianês, fazendo menção de uma reunião a ser desenvolvida em março 29 próximo em Maripasoula entre Suriname e Guiana Francesa. Um representante do Brasil, a Dra. Ana Carolina Santelli, descreveu a situação de malaria nas fronteiras desse pais, a caracterização do local provável de infecção, classificado para assentamentos, rural, urbana, garimpo e áreas indígenas. Informou que a área de fronteira com sete países tem uma população de 2.504.622, onde 28% estão nas ribeiras, 120.000 pessoas são indígenas e 6% dos migrantes são migrantes com menos de dois anos, trabalham em pesca, extração de vegetais, e garimpos. Nesta área de fronteiras, os rios são vias de integração e comercio que envolvem municípios pequenos de menos de 10.000 habitantes, onde Porto Velho tem a maior população com 400.000 pessoas. Comentou dos acordos levados em conta pelo pais com os vizinhos. Um representante de Guiana Francesa, o Dr. Jean-Marc Fischer, falou sobre a extração ilegal de ouro e a epidemiologia da malaria atualmente nesse pais.


nullPara Ásia, a Dra. A. Smith-Arthur falou sobre o  Projeto de Controle e Prevenção de Malária na Sub-Região do Mekong, destacando o sistema de alerta para detecção de emergência de resistência aos derivados da Artemisinina. O projeto tem como objetivo deter a dispersão da resistência a Artemisinina e implementar um modelo de sucesso para incrementar os serviços preventivos e curativos. Identificou os grupos populacionais em circunstancias especiais e mencionou a importância do movimento das pessoas nos países e nas fronteiras, assim como problemas de gestão e qualidade de antimalaricos para a re-emergencia de parasitas resistentes a eles. Mostrou que no Mekong, são grupos importantes os trabalhadores na agricultura, migrantes. Mostrou estadística segundo a qual o monitoramento do Dia 3 após de terminar o tratamento antimalárico com derivados de Artemisinina observou parasitemia em 17% dos casos. Na área aplicam-se as grandes intervenções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e OPAS: confirmação dos casos com métodos de laboratório, tratamento especifico e distribuição de mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração. Tem como desafios a integração do sistema de atenção primaria, ampliar a oportunidades do diagnóstico e tratamento e cuidar da qualidade deste.


A Dra. Mayira Sojo Milano, em representação da OPAS-OMS questionou a falibilidade de estabelecer Linhamentos para a Prevenção e Controle da Malaria nas populações chamadas de circumstancias especiais, dissertando sobre a importância de manter bons sistemas de informação, assim como uma observação e analise critico da dinâmica local da malaria, sua causalidade multifatorial, seu abordagem multidisciplinar e multisetorial, a importância do trabalho em rede, do estabelecimento de sistemas de comunicação da vigilância dentro dos países e entre eles, e a visão de qualidade total dos processos, para alcançar a maior cobertura, garantir o maior acesso e manter uma atenção em saúde com equidade e sustentabilidade. Com a contribuição dos países, a OPAS está desenvolvendo um Guia Regional sobre Epidemiologia, Prevenção e Controle de Malaria em Populações em Circunstancias Especiais que deve estar disponível para o segundo semestre de 2012.

Última atualização em Qua, 30 de Maio de 2012 15:44
 

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