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Projeto Vida no Trânsito é destacado pelo Ministro da Saúde em apresentação dos resultados do inquérito de Vigilância de Violências e Acidentes.

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Na apresentação, feita em 19 de fevereiro de 2013, os dados referentes à morbimortalidade no trânsito receberam significativa ênfase, assim como as ações e métodos do projeto coordenado conjuntamente pelo Ministério da Saúde e a OPAS/OMS no Brasil foi citado.

O inquérito VIVA (Vigilância de violências e acidentes), é um estudo regularmente realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Nele foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no DF. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no ano passado. 

 

Embora o inquérito cubra as violências e acidentes de maneira geral, o tema dos acidentes de trânsito, particularmente a relação da acidentalidade de trânsito com o consumo de bebida alcoólica, foram, indubitavelmente, os destaques da apresentação, tanto que a ministro da Saúde, Alexandre Padilha, compartilhou o anúncio das informações com o Ministro das Cidades em exercício, Alexandre Cordeiro Macedo (do Ministério a que está vinculado o Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN) assim como o Secretário da SVS, Dr. Jarbas Barbosa. 

O levantamento revelou que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%). O VIVA revela ainda que a proporção do consumo de bebida alcoólica entre os pacientes homens foi bem superior ao das mulheres: 54,3% dos homens que sofreram violência e 24,9% dos que sofreram acidente de trânsito tinham ingerido álcool, enquanto os índices entre as pessoas do sexo feminino foram de 31,5% e 10,2%, respectivamente.

Nesse contexto o Projeto Vida no Trânsito, coordenado pela OPAS e o Ministério da Saúde, foi diretamente referido como medida efetiva por parte do Governo Federal, uma vez que o ato de beber e dirigir figura entre os fatores de risco-chave abordados no projeto.   

O “Vida no Trânsito” é a denominação, no Brasil, do Projeto Road Safety in Ten Countries (“RS-10”), voltado à redução das mortes e lesões causadas no trânsito em 10 países. No Brasil, o Projeto começou a ser desenvolvido em cinco capitais: Belo Horizonte-MG; Campo Grande-MS; Curitiba-PR; Palmas-TO e Teresina-PI, com foco na qualificação da informação e na integração Intersetorial (Saúde, Segurança, Transporte, Trânsito, Educação, entro outros) e teve, a partir de 2012, sua metodologia expandida para as demais capitais brasileiras.

Os dados sobre acidentes de trânsito revelam que em 2009, 123 mil pessoas foram internadas pelo SUS. Em 2010, 145 mil; em 2011, 153 mil; e 157 mil no ano passado, número que ainda não é definitivo. Só em 2011, o Sistema Único de Saúde gastou R$ 200 milhões em internações de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. 

O Inquérito revelou ainda outros dados importantes. Ele informa, por exemplo, que na detecção do consumo de bebida alcoólica entre atendimentos por acidentes de transporte, em serviços sentinelas de urgência e emergência, segundo tipo de vítima, o percentual de condutores alcoolizados (22,3%) é praticamente o mesmo que o de pedestres (21,4%). Tem-se ainda que, entre as vitimas, 56% eram motociclistas – a maior proporção – seguidos de ciclistas (13%) e pedestres (10%), o que confirma a fragilidade destes usuários do trânsito. Contudo quando se computa o tipo de modo/meio mais evolvido, a maior representação é de automóveis.  

Confira aqui a apresentação feita durante a coletiva 

 
Última atualização em Qua, 20 de Fevereiro de 2013 13:54
 

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