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Dia Internacional da Mulher

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O Dia Internacional da Mulher é uma data marcada pela luta por melhores condições de vida para as mulheres, quando internacionalmente as conquistas econômicas, políticas e sociais das mulheres são celebradas. A partir de 1975, Ano Internacional da Mulher, as Nações Unidas começaram a celebrar o Dia Internacional da Mulher na data de 8 de Março. Dois anos depois, em dezembro de 1977, a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução proclamando um Dia das Nações Unidas para os Direitos da Mulher e da Paz Internacional a ser observado em qualquer dia do ano pelos Estados-Membros, de acordo com as suas tradições históricas e nacionais. 

A população do Brasil é de 190.732.694 pessoas conforme resultado do Censo 2010, sendo 97.342.162 (48,96%) mulheres  e 93.390.532 homens.  Os resultados mostram que existem 95,9 homens para cada 100 mulheres, ou seja, existem mais 3,9 milhões de mulheres que homens no Brasil.

Os casos de violência contra a mulher atendidos em serviços de saúde públicos ou privados, são eventos de notificação compulsória, no território nacional, desde 2003, com base na Lei nº  10.778, pela  ficha de notificação de Violência Doméstica, Sexual e/ou Outras Violências, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN.

Por meio do SINAN são notificados casos suspeitos ou confirmados de violência. Para o sistema de vigilância, violência é definida como o uso intencional de força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2002).

Ao longo do período de 2009 a 2012 foram registrados no SINAN 256.428 casos de violência, desses 168.010, 65,94%, são acometidos em mulheres e 88.193, 34,39%, em homens (Gráfico 1). A faixa etária com maior número de casos é 15 a 39 anos (Gráfico 2). O principal tipo de violência registrada nesse é a física com 177.272, 69,13%, seguido pela Psicológica/Moral com 65.073, 25,38%. A distribuição dos demais tipos de violências está descrita no Gráfico 3.

A residência, local de moradia, é ainda campeão de casos registrado como local de ocorrência dessa violência, com 137.970, 53,80% (Gráfico 4). Os principais agressores são os cônjuges ou ex-cônjuges com 35.714, amigos/conhecidos com 33.385, desconhecidos 32,067 (Gráfico 5).  O tipo de atendimento prestado nos serviços de saúde é ambulatorial com 120.961, entretanto 42.120 são internados/hospitalizados (Gráfico 6). A evolução dos casos registrados estão distribuídos 5.149 óbitos pela violência submetida, 5616 fuga/evasão e 200.184 altas (Gráfico 7).

Esses dados mostram que 17,26 de 10.000 mulheres brasileiras ainda sofrem algum tipo de violência nos diferentes locais (residência, trabalho) e por isso, são tão valiosas as ações de cooperação técnica  junto ao Ministério da Saúde para prevenir e erradicar a violência contra a mulher.

Cada vez mais, o Dia Internacional da Mulher é um momento de refletir sobre os progressos e desafios a serem conquistados, para chamar atenção para a mudança e para celebrar atos de coragem e determinação por mulheres comuns que têm desempenhado um papel extraordinário na história de seus países e comunidades. 

Última atualização em Sex, 08 de Março de 2013 15:08

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