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Câncer

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Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases) (INCA, 2009).

Estimativas da OMS indicam que em 2005, 7.6 milhões de pessoas morreram tendo por causa básica câncer. O preocupante é que mais de 70% dessas mortes ocorreram em países de baixo ou médio desenvolvimento.

Literatura relacionada ao tema

“Cancer control: knowledge into action”
A OMS desenvolveu uma série de seis módulos para assessorar gestores de programas e políticos sobre como advogar, planejar e implementar programas efetivos para controle do câncer, particularmente em países de baixo e médio desenvolvimento. Acesse: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=982&Itemid=423 

Planejamento
Como planejar efetivamente o controle do cancer, de acordo aos recursos disponíveis e integrando o controle do cancer com programas para outras DCNT e problemas relacionados. Download

Prevenção
Como implementar prevenção efetiva de cancer, controlando os fatores de risco mais importantes. Download

Detecção Precoce
Como implementar detecção precoce efetiva para os cânceres de maior prevalência e que são passíveis desse diagnóstico precoce e rastreamento.  Download

Diagnóstico e tratamento
Como implementar diagnóstico e tratamento efetivos, particularmente associados a programas de detecção precoce e cânceres curáveis. Download

Cuidado Paliativo
Como implementar efetivo cuidado paliativo para câncer, com foco particular em cuidado na comunidade. Download

Política e advocacy
How to advocate for policy development and effective programme implementation of cancer control. Download


Controle Integrado de Câncer Cérvico-uterino: Um Guia para Prática
Comprehensive Cervical Cancer Control: A guide to essential practice

Esta publicação, produzida pelos Departamentos de Doenças Crônicas e Promoção da Saúde, de Saúde Reprodutiva e de Pesquisa, provê indicações práticas integradas para provedores de saúde em todos os níveis de atenção do sistema de saúde em como prevenir, detectar precocemente, tratamento e cuidado paliativo para câncer cérvico-uterino. Link to the guidelines


Situação do Câncer no Brasil

a) Câncer cérvico-uterino

a.1  Incidências de câncer cervico-uterino e mortalidade por região do Brasil:

O número de casos novos de câncer do colo do útero esperados para o Brasil no ano de 2008 é de 18.680, com um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o mais incidente na região Norte (22/100.000). Nas regiões Sul (24/100.000), Centro-Oeste (19/100.000) e Nordeste (18/100.000) ocupam a segunda posição mais freqüente e no Sudeste (18/100.000) a quarta posição.


a.2    Acesso a testes de Papanicolaou/ triagem:

Dados de cobertura do rastreamento de câncer cérvico-uterino, realizado nas capitais dos estados brasileiros em 2007, pelo VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), entre mulheres com 25 a 59 anos, observaram que 73% (Teresina) a 94,6% (Porto Alegre) das mulheres declararam ter realizado o exame de Papanicolaou alguma vez na vida, enquanto que 68,2% (Teresina) a 90,3% (Porto Alegre) declararam ter feito um exame nos últimos 3 anos (Gráfico  7) (MS, 2008).
Quanto a qualidade dos exames realizados, um levantamento realizado pelo INCA em 2005, referente ao percentual de amostras insatisfatórias, mostrou que em alguns estados (Pará, Maranhão e Bahia) mais de 30% dos municípios apresentam índice de amostras insatisfatórias acima a 5% (limite estabelecido como aceitável pela OPAS em 2000) (MS, 2006).


a.3  Seguimento e tratamento:
 
Apesar do câncer de colo uterino apresentar um dos mais altos potenciais de cura, chegando a 100%, quando diagnosticado e tratado em estádios iniciais, no Brasil a estimativa é de aproximadamente 1 óbito para cada 4 novos casos diagnosticados (MS, 2003). Aliado a alta mortalidade, dados dos Registros Hospitalares de Câncer, indicam que cerca de 50% dos casos são diagnosticados nas fases avançadas da doença (estádios III e IV) (MS, 2004).
Segundo informações do INCA, o acesso aos dados de seguimento dos testes positivos no exame Papanicolaou, está em construção para futura disponibilização pelo SISCOLO (Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero), que permitirá verificar a eficiência das ações desenvolvidas no SUS.

Última atualização em Dom, 25 de Outubro de 2009 12:18

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