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Malária, redução de casos. Em 2008, Brasil avança na redução do número de casos de malária no país

A malária é um problema de importância em saúde pública nas Américas. A doença é endêmica em 21 países da Região e, em algumas áreas, continua gerando uma elevada carga de doença, com impacto importante em termos de incapacidade e custos econômicos diretos e indiretos para as famílias e os serviços de saúde.

Ainda que a situação epidemiológica predominante corresponda a cenários de baixa e moderada transmissão, há ainda municípios com taxas de incidência anual maior de 200 ou até 500 casos por 1.000 habitantes. Os países que compartilham a Amazônia são os que registram a maior morbidade e, no Brasil, a grande extensão do território amazônico e os fenômenos de ocupação e manejo desordenada do ambiente nesta área determinam a maior carga de doença nas Américas.

No Brasil, depois de um incremento importante no número de casos nos anos 1998 e 1999 (635.646 casos em 1999), houve uma redução muito expressiva durante os anos 2001 e 2002 (348.259 casos em 2002) quando foi implementado o Plano de Intensificação da Ações de Controle da Malaria. Porém, a partir de 2003 houve novamente um incremento progressivo atingindo um pico de 603.532 casos em 2005.

Desde 2006, registra-se uma redução importante no número de casos. O ano de 2007 terminou com uma incidência anual (incidência parasitária anual – IPA) de 18,6 casos por 1.000 habitantes, sendo que este indicador era de 25,6 casos por 1.000 em 2005. Em 2008 a redução continuou, de forma que até novembro registrava-se uma redução de 32% no número de casos com relação ao registrado no mesmo período de 2007. Segundo registros do Sistema de Informação do Programa, serão notificados aproximadamente 312.000 casos em 2008, ou seja, 48,3% do registrado em 2005.

As condições ambientais na Amazônia são propícias para o desenvolvimento dos mosquitos que transmitem a malária e para a manutenção do ciclo de transmissão da doença. O estabelecimento de populações vulneráveis em condições inadequadas de habitação e trabalho está geralmente relacionado com incrementos na transmissão da malária. Os padrões de ocupação de espaço, o uso da terra e as variações climáticas são, por fim, fatores decisivos no comportamento da doença. Porém, também é claramente reconhecido que o comportamento da malária nas regiões de moderada transmissão, como os municípios amazônicos, é altamente afetado pela qualidade e sustentabilidade das medidas de controle. A queda da malária nos últimos anos certamente se relaciona com acertos técnicos na orientação da estratégia de controle desta doença no País e um esforço gestores na organização dos serviços, e a melhor capacitação dos agentes de saúde por desenvolver intervenções de maior impacto.

A mudança de esquema terapêutico para o tratamento da malária não complicada por Plasmodium falciparum é, sem dúvida, um dos determinantes da queda na morbidade. Apesar do número de casos de malária por P. vivax também estar diminuindo, a queda dos casos por P falciparum foi maior, de forma que a porcentagem de casos por esta espécie de plasmódio que em 2006 era de 26%, foi de 15% em 2008. Este foi o menor valor observado nos últimos 46 anos.

Assessores da OPAS/OMS
Dra. Ana Carolina Faria e Silva Santelli
Dr. Roberto Montoya

 

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