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Doenças Respiratórias Crônicas

Doenças respiratórias crônicas são doenças crônicas tanto das vias aéreas superiores como das inferiores. A maioria dessas doenças são preveníveis e incluem a asma, a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Representam um dos maiores problemas de saúde mundial.

Centenas de milhões de pessoas de todas as idades sofrem dessas doenças e de alergias respiratórias em todos os países do mundo e mais de 500 milhões delas vivem em países em desenvolvimento. As DRC estão aumentando em prevalência particularmente entre as crianças e os idosos. Afetam a qualidade de vida e provocam incapacidade nos indivíduos afetados, causando grande impacto econômico e social (Camargos & Khaltaev, 2006; GARD, 2008).

A rinite alérgica pode ser considerada a doença de maior prevalência entre as doenças respiratórias crônicas e problema global de saúde pública, acometendo cerca de 20 a 25% da população em geral. Embora com sintomas de menor gravidade, está entre as dez razões mais freqüentes de atendimento primário à saúde.  Ela afeta a qualidade de vida das pessoas, interferindo no período produtivo de suas vidas, podendo causar prejuízos pelo absenteísmo ao trabalho e à escola. Por ser uma doença negligenciada pelos profissionais de saúde, e pelo fato de que nem todos os portadores de rinite procurem atendimento, há um sub-diagnóstico e falta de controle dos sintomas52.

De acordo com o estudo ISAAC realizado no Brasil, a prevalência média de sintomas relacionados à rinite alérgica é de 29,6% entre adolescentes e 25,7% entre escolares78, estando o país no grupo de países com as maiores taxas mundiais de prevalência, tanto em asma como em rinite77. Sabe-se que asma e rinite estão frequentemente associadas, e estudos recentes comprovam que o adequado manejo da rinite favorece o controle da asma.

A asma acomete cerca de 150 milhões de indivíduos em todo o mundo. A elevada frequência em crianças observada na última década prevê o aumento da prevalência por asma nos próximos anos a não ser que sejam tomadas medidas preventivas apropriadas (WHO, 2003). 

O Brasil ocupa a 8ª posição mundial em prevalência de asma, variando de 10 a 20%, dependendo da região e da faixa etária consideradas. Em 2007, foi responsável por cerca de 273 mil internações e 2.500 óbitos, dos quais aproximadamente 1/3 ocorreu em UBS, domicílios ou vias públicas, gerando um custo aproximado R$ 98,6 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). (DATASUS, 2008). Em termos mundiais, os custos com a asma superam os com a tuberculose e HIV/AIDS somados. (OMS, 2008).

Estimativas sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC têm sido baseadas primariamente nas estatísticas de mortalidade, o que configura um subdiagnóstico.

Ainda assim, essas estimativas mostram que a morbimortalidade por DPOC está elevando-se em muitas regiões. DPOC representa 4,8% dos óbitos por doenças respiratórias (WHO, 2001).

No Brasil, estimam-se prevalências de 7,5 milhões (5 a 10%) de portadores de DPOC. As internações por esta doença representaram um número na ordem de 170 mil admissões no último ano (DATASUS, 2008). O número de óbitos por DPOC variou em torno de 33.100 mortes anuais de 2000 a 2005 (DATASUS, 2008).
 A DPOC é responsável por um enorme custo financeiro, promovendo gastos da ordem de US$ 1.522,00 por paciente por ano, quase três vezes o custo per capita da asma (Campos, 2002).

Bibliografia & Links Recomendados:

Programa OMS

Iniciativa GARD

 


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