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Grupo de especialistas recomenda a diminuição de consumo de sal

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Sample ImageReduzir o consumo de sal da dieta é uma prioridade para a prevenção de doenças crônicas - Entre os dias 8 e 11 de setembro o Escritório Central da OPAS/OMS (Washington/DC) reuniu um grupo de especialistas para desenvolver novas recomendações para políticas e ações para reduzir o consumo de sal nas Américas, num esforço de prevenir mortes evitáveis e doenças como hipertensão, falência renal e cardíaca e infartos.

O grupo teve como objetivo revisar evidências científicas, estabelecer prioridades  e começar a trabalhar na elaboração de uma lista de recomendações na redução das quantidades de sal consumidos pela população entre os países membros da OPAS/OMS.

“Se nós baixarmos o consumo de sal diário para em torno de 5 gramas por pessoa, podemos prevenir milhões de mortes, e com um investimento de menos de 50 centavos de dólar por pessoa” diz o Prof. Norm Campbell, presidente do Grupo de Especialistas Regional em Redução do Sal da Dieta como uma Intervenção Populacional para Prevenção de Doenças Cardiovasculares. 

Por sua vez, a OMS convocou todos os países de mundo para reduzir o consumo de sal para não mais do que 5 gramas diários por pessoa, e muitos países da Região, como Argentina, Brasil, Canadá e Chile, estabeleceram recentemente comissões nacionais ou “força-tarefa” para atuar na redução da ingesta de sal na dieta.

As dietas modernas típicas fornecem quantidades excessivas de sal, desde a infância até à idade adulta. Sabe-se que o consumo maior do que 5 gramas diários pela população aumenta a prevalência da pressão arterial alta. Esta por sua vez é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infartos, acidentes cérebro-vasculares, falência cardíaca e renal. Em muitos países das Américas, o consumo de sal é três vezes maior do que o recomendado.

A adição de sal à mesa não é o único problema. A maior proporção do sal da dieta provém de alimentos processados ou elaborados em restaurantes, incluindo pães, carnes processadas, embutidos e cereais elaborados.

“Isto significa que trabalhar com a indústria alimentícia para reduzir sal é essencial”, diz James Hospedales, Coordenador do Programa de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas da Organização. “Consumidores têm pequeno controle sobre os níveis de sal nos alimentos processados. Sua opção é apenas não consumir comidas processadas, mas isto é muito difícil em alguns casos. Trabalhando com as indústrias alimentícias para mudar suas práticas, nós podemos realmente mudar o consumo de sal ao nível populacional.”

Participantes do Grupo de Especialistas reunidos mostraram que a redução do consumo de sal ao nível populacional é uma das medidas sanitárias de maior custo-efetividade e equidade para reduzir doenças crônicas. Eles também assinalaram que um percentual dos países utiliza o sal para suprir a ingestão de iodo, tão essencial como nutriente para prevenção do bócio ou fluoreto para a prevenção da cárie dentária. Entretanto, os especialistas concluíram que o consumo de sal pode ser reduzido sem comprometer os esforços de fortificação. O grupo concordou em trabalhar em conjunto com a UNICEF e o International Council for the Control of Iodine Deficiency (ICCIDD), os quais promovem a fortificação do sal, para trabalhar colaborativamente neste assunto.

A fortificação do sal é um dos muitos fatores que os especialistas considerarão no desenvolvimento de recomendações específicas para os países da América.

“Nós queremos que nossos países façam parte do movimento global para redução do sal da dieta,” diz James Hospedales. “Esta iniciativa terá maior impacto melhorando a vida e reduzindo mortes por doenças crônicas na América.”

Última atualização em Ter, 15 de Setembro de 2009 16:09
 

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