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Sérgio Arouca dá nome à Prêmio de Excelência em Saúde Pública

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sergio aroucaO Prêmio Sérgio Arouca de Excelência em Saúde Pública foi lançado em jantar realizado na terça-feira, dia 29 de setembro, em Washington DC, pela Fundação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), no âmbito do Programa de Cooperação Internacional em Saúde (TC 41). No mesmo evento, a PAHEF fez a entrega dos prêmios Internacional de Excelência em Literatura da Saúde, Serviços Voluntários,  Saúde Pública Veterinária e Bioética.

A intenção do prêmio, proposto pelo Ministro da Saúde do Brasil,  José Gomes Temporão, é dar visibilidade às ações bem-sucedidas no campo de saúde pública, que representem avanços significativos nas condições de saúde das sociedades dos países em desenvolvimento das Américas e que sejam passíveis de replicação.

O solenidade de lançamento do Prêmio Sérgio Arouca ocorreu em paralelo a  49º reunião do Conselho Diretor da OPAS/OMS, aberto na segunda-feira, dia 28 de setembro, pelo ministro Temporão na qualidade de presidente do Conselho Diretor em sua reunião anterior (48ª) , seguido de pronunciamento da Diretora da OPAS, Dra. Mirta Roses; da Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan; e da Secretária do Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos Kathleen Sebelius. Ministros da Saúde e representantes do continente americano participaram do evento, que é o principal fórum americano para a formulação de políticas regionais de saúde pública.

Memória

Sérgio Arouca foi um dos principais teóricos e líderes do chamado “movimento sanitarista”, que mudou o tratamento da questão da saúde pública no Brasil. A consagração do movimento veio com a Constituição de 1988, quando a saúde tornou-se um direito inalienável de todos os cidadãos, como está escrito na Carta Magna: a saúde é o dever de todos e o dever do Estado.

A tese de doutorado de Arouca, “O Dilema Preventivista: Contribuição para a Compreensão e Crítica da Medicina Preventiva”, forneceu fundamentos teóricos estruturantes para a constituição da base conceitual da saúde coletiva.
Militante da saúde, Sérgio Arouca foi fundador e colaborador ativo do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (CEBES) e da Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), espaços onde foi concebido o Sistema Único de Saúde do Brasil.

Arouca teve também uma atuação internacional. Enquanto consultor da OPAS/OMS, contribuiu diretamente no planejamento do sistema público nacional de saúde da Nicarágua, além de participar de diversos outros projetos estratégicos da Organização, inclusive como seu consultor no México, Colômbia, Honduras, Costa Rica, Peru e Cuba.

Ao assumir a presidência da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) possibilitou a revitalização e expansão da instituição nas áreas de ensino, pesquisa, produção e desenvolvimento de tecnologia da saúde ao tempo em que presidiu a 8ª Conferência Nacional de Saúde,  que consolidou o Sistema Único de Saúde (SUS).

Arouca também exerceu dois mandatos como deputado federal. Lá, notabilizou-se ao propor a lei de atenção integral à saúde das populações indígenas. Foi Secretário de Saúde do Governo do Rio de Janeiro, Secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro e Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, quando implantou as bases de um modelo de gestão institucional que ficou conhecido como “gestão participativa”, abrindo importante caminho para a reestruturação de diferentes setores do Estado e da sociedade civil. Sérgio Arouca faleceu em 2003.

Última atualização em Seg, 25 de Janeiro de 2010 08:11

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