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1ª. CNSA finaliza seminários preparatórios para etapa nacional

Active ImageTrês seminários marcaram os trabalhos preparatórios para a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNS), que será realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro, em Brasília. O primeiro seminário, destinado aos Povos das Florestas, aconteceu no mês de agosto, em Belém/PA, e reuniu entidades e movimentos sociais atuantes na região Amazônica. O Seminário dos Povos do Campo, realizado nos dias 17 e 18 de setembro, em Cuiabá/MT. Nos dias 23 e 24 de setembro, aconteceu o terceiro encontro, o Seminário Povos das Cidades, em Guarulhos/SP.

 O objetivo das atividades foi debater a Saúde Ambiental com as lideranças e representações dos diferentes setores da sociedade civil, atuantes nas cidades, campo e florestas, interessados em participar da 1ª CNSA.Em cada encontro, os movimentos discutiram a temática da Saúde Ambiental e propuseram alternativas para a melhoria da qualidade de vida das populações. “A partir das atividades podemos mapear os anseios das populações das florestas, campo e cidades, de vários estados do país”, conta Guilherme Franco Netto, coordenador geral da 1ª CNSA.
Para Ericson Mello, do Conselho Nacional das Cidades, é necessário refletir sobre a o modelo de desenvolvimento econômico do país. A proposta também foi debatida durante os Seminários realizados em Belém e Cuiabá. Durante o encontro em Guarulhos, Wilson Lopes, representante do Conselho Estadual de Saúde, propôs a criação de um tribunal para julgar as ocupações territoriais. “Precisamos fazer esse debate com todos os setores da sociedade civil. Assim vamos construir uma política ambiental para o novo mundo”.
Adriana Oliveira, da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), defendeu a importância do debate sobre saneamento ambiental. “Precisamos cada vez mais lutar para desenvolver debates na área de saneamento ambiental. Somos multiplicadores e a partir de espaços como o seminário, vamos levar nossas idéias para os estados e para as nossas organizações. Os movimentos são os que estão na base e sabem das dificuldades”, concluiu Oliveira.
Palestrante do seminário Povos do Campo, a professora da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, expôs sobre os processos produtivos e a saúde ambiental no campo. Raquel apontou algumas injustiças ambientais como o acesso desigual aos recursos naturais e a destinação da maior carga dos danos ambientais do desenvolvimento aos trabalhadores de baixa renda, grupos sociais discriminados, povos étnicos tradicionais e populações marginalizadas nas periferias das grandes cidades. A professora também falou sobre os problemas causados à saúde pelos agrotóxicos (dermatites, desregulação indócrina, efeitos sobre o sistema imunológico etc).
Para a representante do Ministério das Cidades, Marta Sinoti, a 1ª CNSA é inovadora. “A CNSA é demandada pela sociedade civil e abrigada por três ministérios”. Marta avalia que o principal desafio é transformar propostas em ações. Para ela, a concretização das propostas depende de alguns fatores, entre eles, a revisão das legislações pelos ministérios. Na avaliação de Sinoti, os seminários tiveram resultado positivo, devido à qualificação dos debates e a diversidade dos povos reunidos a cada encontro. “Os seminários mostraram que há muitas diferenças na forma de cada população se organizar, mas os problemas são os praticamente os mesmos”, avaliou.
A próxima etapa da 1ª CNSA são as Conferências Estaduais de Saúde Ambiental (CESA), que acontecerão de 7 a 30 de outubro em todos os estados. Após essa etapa, Brasília sediará a plenária nacional. Para mais informações confira o site www.saude.gov.br/cnsa.

 

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