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Segurança no trânsito

Rua Direita em são Paulo, SP.

O transporte de pessoas e bens consiste em uma das mais vitais e elementares atividades humanas, fundamental a funções como trabalho, estudo, comércio, lazer, entre outros. Condiciona, portanto, a própria sobrevivência e o progresso de uma sociedade.

Contudo, a circulação de pessoas e bens, particularmente a que ocorre em vias terrestres, implica em uma série de efeitos negativos, como o elevado consumo de recursos naturais, poluições, congestionamentos e naquilo que aqui se enfoca: as lesões e mortes advindas dos eventos comumente chamados como “acidentes de trânsito” ou, ainda, no jargão epidemiológico do setor saúde, “acidentes de transporte terrestre” (ATT), referentes aos códigos V01 a V89 na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, na Décima Revisão/CID-10.

Carl Benz e seu veículo autopropulsionado, em 1885.Os conflitos no trânsito são tão antigos quanto o próprio transitar.  As consequências maiores destes problema – tanto  em número quanto em gravidade – são, no entanto, um fenômeno historicamente recente, que coincide com o advento dos veículos autopropulsionados, em fins do século XIX. No portal Road Peace lê-se que em Londres, em agosto de 1896, registrou-se o que teria sido a primeira morte no trânsito envolvendo um veículo automotor. Cem anos após aquele marco, o total acumulado de óbitos no trânsito no mundo (embora jamais seja possível saber precisamente) já foi estimado, de maneira conservadora, em 25 milhões – algoequivalente a 200 vezes o número de vidas perdidas com a bomba de Hiroshima.  

Os expressivos números de mortes no trânsito, no entanto, são apenas a “ponta do iceberg”, uma vez que muito maior é a quantidade de pessoas que sobrevivem aos traumas adquiridos no trânsito, com as mais diversas sequelas, conferindo ao problema o status de grave questão de saúde pública. Com efeito,  considerando-se evidências epidemiológicas disponíveis, a razão entre mortes, lesões que demandam internações e lesões menores é 1:15:70 (Peden, 2004). O problema, cabe ressaltar, assume particular gravidade nos países mais pobres e em desenvolvimento.

No Brasil, atualmente, o envolvimento da OPAS/OMS com o tema tem sido focado no Projeto Vida no Trânsito no Termo de Cooperação nº 56 (Vigilância, Promoção e Prevenção em Saúde); o Termo de Cooperação ente Países  (TCC) Belo Horizonte-Buenos Aires-Montevidéu; e em envolvimento com projetos e eventos como a "Década de Ação pela Segurança no Trânsito: 2011-2020" , entre outras ações.


Crédito das imagens: Acervo OPAS/OMS, Scienc Museum.



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