OPAS/OMS - Brasil financiará projeto de prevenção à dengue e à febre amarela

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A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), em parceria com os ministérios da Saúde do Brasil, Paraguai e da Argentina, financiará um projeto de prevenção, controle e combate à dengue e à febre amarela na Tríplice Fronteira. Com duração de 18 meses, o projeto custará U$ 168 mil, dos quais U$ 117 mil investidos pela OPS enquanto o restante será de responsabilidade dos governos dos três países.  Na reunião, foi definido que um dos primeiros trabalhos será unificar a atuação dos três países na questão das doenças transmitidas por vetores.

Outros detalhes, como abrangência, prazo e metodologia de trabalho do “Acordo de Cooperação Tripartite” foram definidos pelas confederações do Brasil, Paraguai e Argentina na manhã desta terça-feira, no espaço Florestan Fernandes, no Parque Tecnológico Itaipu. A reunião foi aberta pela diretora financeira executiva, Margaret Groff*, e por Joel de Lima, assistente da Diretoria Geral Brasileira.

*A diretora financeira executiva, Margaret Groff, abriu os trabalhos.

Metodologia

Segundo o gerente de Prevenção e Controle de Doenças e Desenvolvimento Sustentável da OPAS/OMS, Enrique Gil (foto), a proposta é transformar a região de fronteira em um território único no que diz respeito às questões de doenças transmitidas por vetores. “Queremos apenas uma linguagem, uma metodologia e um sistema de informação”, destacou. Apesar destes países estarem próximos, ainda existem muitas diferenças sobre conceito de saúde e de doenças. “Cada um define a dengue, por exemplo, de um modo diferente. Precisamos chegar a um consenso. Do contrário, as epidemias continuarão”.

Experiência   

Para promover esta unificação, haverá oficinas, encontros e fóruns entre representantes dos ministérios. Nestes debates, de acordo com Wanderson Kleber de Oliveira (foto), coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde do Brasil, o foco principal será o intercâmbio de tecnologias, não apenas de equipamentos de trabalho, mas de experiências.


Joel de Lima, que também é coordenador do Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde (GT-Itaipu Saúde), afirmou que Itaipu dará toda a contribuição necessária para que as atividades comecem o mais breve possível. “Discutimos este tema há sete anos e, por isso, temos conhecimento para contribuir no processo”, disse. A equipe da OPAS afirmou que, apesar de desenvolver projetos semelhantes em várias outras fronteiras, decidiu financiar este, na Tríplice Fronteira, para fortalecer ainda mais o trabalho desenvolvido pelo GT-Itaipu Saúde.

Fonte: JIE

Última atualização em Qui, 15 de Abril de 2010 11:42