Violência Contra a Mulher na América Latina e Caribe: uma análise comparativa da população com base em dados de 12 países

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Este relatório, produzido pela Organização Pan-Americana de Saúde em colaboração com os Centros para Controle de Doenças dos EUA (CDC), destaca que e violência sexual contra as mulheres por parceiro íntimo é generalizada em toda a América Latina e nos países do Caribe, onde os dados da pesquisa foram coletados. Entre 17% e 53% das mulheres entrevistadas relataram ter sofrido violência física ou sexual por um parceiro íntimo. Em sete dos países, mais de uma em cada quatro mulheres relataram violência (El Salvador - 26.3%, Guatemala - 27.3%, Nicaragua - 29.3%, Equador - 32.4%, Peru - 39.5%, Colombia - 39.7%, Bolivia - 53.3%).

A violência contra as mulheres está intimamente relacionada com vários desfechos de saúde sexual e reprodutiva, incluindo a gravidez indesejada, abortos inseguros, infecções sexualmente transmissíveis (incluindo o HIV/SIDA) e mortalidade materna, entre outros. Este estudo mostrou que:

  • Os níveis de violência por parceiro foi maior entre as mulheres que eram mais jovens no momento de seu primeiro parto e também entre as mulheres que tiveram um maior número de partos (maior paridade), em praticamente todos os países estudados, a gravidez não planejada e não desejada foi significativamente mais comum entre as mulheres que relataram violência por parceiro

Esta é a primeira vez que dados nacionalmente representativos foram analisados e apresentados em um único formato comparativo que permite uma analise instantânea do que se sabe sobre a violência contra a mulher na Região. O relatório analisa os dados obtidos através de entrevistas com mais de 180 mil mulheres na Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Paraguai e Peru.

O relatório tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a violência contra as mulheres dentro da Região da America Latina e Caribe, e em todo o mundo para um problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos. Ao tornar mais fácil para os leitores o acesso aos dados comparativos sobre a prevalência, fatores de risco, conseqüências e atitudes sobre a violência contra as mulheres, os autores esperam motivar os gestores a investir mais recursos na prevenção da violência baseada em evidências e estratégias efetivas de resposta.

 

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Última atualização em Seg, 28 de Janeiro de 2013 12:19