OPAS/OMS no Brasil assina Termo de Cooperação Técnica com o Estado de Pernambuco

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nullCom o apoio da OPAS/OMS no Brasil o estado de Pernambuco realizou um fórum e lançou um programa contra doenças negligenciadas denominado SANAR. Neste Fórum foi assinado um Termo de Cooperacão entre o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, o Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Saúde, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde.

nullParticiparam da solenidade o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos;  o Secretário Estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira, o Representante da OPAS/OMS no Brasil em exercício, Enrique Gil, o Secretário Nacional de Vigilância em Saúde,Jarbas Barbosa, Senador da República por Pernambuco e Ex-Ministro da Saúde Humberto Costa,  técnicos do Ministério da Saúde e de várias Secretarias de Estado, Secretários Municipais, em um auditório com cerca de 2000 profissionais de saúde de diversas instituições e serviços e demais lideranças comunitárias.

O Termo de Cooperação Técnica assinado tem como objetivo específico  o estabelecimento de cooperação técnica entre a Secretaria Estadual da Saúde de Pernambuco e a OPAS/OMS no Brasil, com a interveniência do Ministerio da Saúde, para o Planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de Pernambuco, aprimorando e articulando de forma a fortalecer e consolidar os  objetivos e as diretrizes do SUS.


Os macro-eixos priorizados no Termo de Cooperação são:

•         Prevenção, controle e/ou eliminação de doenças negligenciadas (tracoma,doença de chagas, hanseníase, filariose, esquistossomose, helmintíase e tuberculose) e doenças relacionadas com a pobreza.
•         Desenvolvimento de redes de atenção à saúde, coordenadas pela atenção primária em saúde.

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Na foto: O Ministro da Saúde Alexandre Padilha assinando o Termo de Cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde na presença do Dr Enrique Gil na função de Representante, O Senhor Governador Eduardo Campos e o Secretário de Saúde Estadual Antônio Carlos Figueira.

 

 

Ações - SANAR (Programa de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas)

O Fórum de Mobilização para Enfrentamento das Doenças Negligenciadas no Estado de Pernambuco, realizado no auditório do Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária. Programa que tem como objetivo enfrentar doenças tropicais endêmicas que atingem a população de baixa renda. Será a primeira vez que o Estado lança ações consistentes e integradas para combater enfermidades que, pela camada social que afetam, sempre foram consideradas como negligenciadas.

nullDoenças negligenciadas é um termo utilizado para um conjunto de enfermidades causadas por agentes infecciosos ou parasitas, além de serem consideradas endêmicas em populações de baixa renda. São elas: tracoma,doença de chagas, hanseníase, filariose, esquistossomose, helmintíase e tuberculose.

O Sanar vai atuar em 108 municípios prioritários do Estado, escolhidos através do percentual de incidência, priorizando a vigilância epidemiológica, o fortalecimento e capacitação das equipes de atenção básica para a identificação e manejo clínico adequado, a ampliação do diagnóstico e a melhora do acesso a tratamentos e medicamentos. O Programa vai contar com um investimento de 5,6 milhões da SES-PE.

Dados sobre Doenças Negligenciadas:

Tracoma – doença infecciosa ocular que acomete a conjuntiva e a córnea, em decorrência de repetidas infecções.Ela pode provocar cicatrizes que levam à formação de entrópio (pálpebra com a margem virada para dentro do olho) e triquíase (cílios em posição defeituosa nas bordas da pálpebra, tocando o globo ocular), e alterações na córnea que pode causar até a cegueira. No último inquérito realizado pela SES, em 2006, 42 municípios pernambucanos foram declarados com alta prevalência da doença.
Doença de Chagas – provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença pode se apresentar na fase aguda ou somente na forma crônica, com complicações cardíacas ou digestivas. A alteração cardíaca é a forma mais importante de limitação do portador da doença e a principal causa de morte. Já as manifestações mais comuns da forma digestiva são caracterizadas por alterações no trato digestivo (no esôfago e no cólon). Em 2009, foram registrados, no Estado, 18 casos, contra 35 em 2008.

Hanseníase – a doença é representada por manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com alteração da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil. Os sintomas estão relacionados ao comprometimento do nervo, podendo afetar a força muscular, a marcha (caminhar), entre outras, e até provocar deformidades físicas. Pernambuco ocupa a 3ª colocação em número de casos. Em 2010, a SES contabilizou um total de 2.728 casos de hanseníase. Desse total, 259 foram notificados em menores de 15 anos. Em 2009, os novos casos somaram 3.204, sendo que 322 foram diagnosticados em menores de 15 anos.

Filariose – provoca dilatação dos vasos linfáticos, podem ocasionar linfedema de membros, e/ou mamas no caso das mulheres, e hidrocele nos homens.  Erisipelas freqüentes e quilúria são outras possíveis manifestações. Pode ainda haver a evolução para formas graves e incapacitantes de elefantíase.  No Brasil, a Região Metropolitana do Recife é considerada o principal foco da doença, sendo a maior área de transmissibilidade. De acordo com o último balanço da doença, Pernambuco registrou, em 2009, um total de 69 casos positivos de filariose, de um universo de 133.897 exames realizados, o que representa um percentual de positividade de 0,05%.

Esquistossomose – doença transmissível, parasitária, causada por vermes trematódeos do gênero Schistosoma. Nos casos mais graves da fase crônica, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d’água. Só em 2010 foram registrados, em Pernambuco, 8.282 casos positivos de esquistossomose, com 186 óbitos.

Helmintíase – as parasitoses intestinais representam a doença mais comum do globo terrestre. Os principais sintomas são cólicas abdominais, vômitos, anemia, perda de peso, apendicite aguda, fraqueza e cansaço. O quadro clínico está diretamente relacionado com a carga parasitária e com o estado nutricional do hospedeiro. Em 2010, foram registrados, em Pernambuco, um total de 12.342 casos da doença, sendo 7.783 casos de ascaridíase, 699 de ancilostomíase e 3.860 de trichuríase.

Tuberculose – doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta, principalmente, os pulmões, mas, também pode atingir os ossos, rins, olhos, e meninges. A transmissão é direta, de pessoa para pessoa, mas somente 5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão). Pernambuco possui uma média de 4.000 novos casos da doença por ano e 200 óbitos, ocupando o 4º lugar em incidência (números de casos novos) e o 2º lugar em mortalidade entre os Estados brasileiros. Em 2011, até o final de março, já foram confirmados 505 casos de tuberculose. Em 2010, foram 4.050 casos, e em 2009, 4.244. Em relação ao número de óbitos, foram 167 em 2009; 98 em 2010; e 4 em 2011. Além disso, o Estado tem o maior percentual de abandono do tratamento (11%)

 

 

Última atualização em Seg, 09 de Maio de 2011 10:23