Desenvolvimento de estratégias de e-health pelos países de quatro continentes

O monitoramento de aplicação de tecnologia de informação e comunicação em Saúde por vários países do mundo foi realizado na sede da OMS, em Genebra, entre 24 e 26 de julho 2012. A unidade de e-Health da OMS e a International Telecommunication Unit (ITU), agência da Nações Unidas especializadas em tecnologia de informação e comunicação, organizaram tecnicamente o encontro sob o patrocínio da unidade de saúde materna e infantil da OMS. Najeeb Al-Shorbaji da OMS e Eskandar Hani da ITU coordenaram os debates. O encontro acompanhou a publicação conjunta OMS-ITU National eHealth Strategy Toolkit, que fornece as linhas guias de análise de sistema para levar ao cabo o processo de e-Health.

Foram convidados representantes das regiões da OMS, sendo um mínimo de três países por região, compostos por integrantes dos Ministérios da Saúde ou dos Ministérios ligados à Inovação Tecnológica, e os maiores doadores entre os quais USAID e NORAD.

Apesar de o encontro ter marcado um momento de forte cooperação entre operadores da saúde e especialistas em tecnologia da informação, o confronto de dois tipos de diferente formação foi facilmente percebido.

Os representantes de países com formação em saúde enfocaram sobre os problemas de gestão de todos os dias, nomeadamente os inquéritos epidemiológicos no terreno, o sistema de informação para o monitoramento epidemiológico, a gestão de medicamentos e a tele consulta. Por outro lado os representantes dos países de formação em tecnologia de saúde tiveram predileção pelo desenvolvimento da arquitetura de organogramas dos Ministérios da Saúde.

Na realidade o grande desafio está na capacidade de criar um equilíbrio dentro dos Ministérios da Saúde entre a resposta às necessidades do trabalho cotidiano e um planejamento de funções e de recursos humanos que leve para completos, razoáveis e sustentáveis introduções e uso de tecnologias da informação.

A apresentação de Augusto Gadelha, diretor de DATASUS e representante do Brasil, foi muito apreciada, porque conseguiu juntar equilibradamente os dois níveis de desafios. Apesar da grande dificuldade por ser um país com dimensão continental, o Brasil se mostrou com poder para alcançar em curto prazo o objetivo de fornecer um cartão eletrônico de saúde individual para cada cidadão atendido pelo SUS, assim criando as condições para a construção de uma ficha clínica eletrônica do paciente que permita o acesso ao histórico clinico do paciente.

A OMS e ITU pediram a cooperação do Brasil para cadastrar a experiência do Ministério da Saúde como exemplo de boa prática na aplicação do National eHealth Strategy Toolkit.