Participação do Brasil destaca-se na 9ª edição do CRICS

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A 9ª edição do CRICS, organizada este ano pela OPAS e pela BIREME em Washington-DC e aberta pela Dra Mirta Roses, Diretora da OPAS, contou com a participação de representantes, palestrantes e panelistas vindo de mais de 40 países. O Brasil teve um papel de destaque no evento, principalmente a partir da sessão de pôsteres, apresentações das experiências do Instituto Nacional do Câncer, das tele consultas da Universidade Federal das Minas Gerais e do espaço colaborativo do RedeNutri, tendo sido a exposição de painéis realizada pelo Ministério de Saúde na sala de recepção dos participantes inovadora. Clique aqui para acessar o vídeo sobre a exposição.

Eugenia Belém Calazans Coelho, coordenadora da Coordenação Geral de Documentação e Informação do Ministério de Saúde (CGDI) apresentou o novo portal da Biblioteca Virtual em Saúde que, por meio de tecnologia ePub, permite a inclusão de deficientes visuais e amplia o processo participativo do cidadão à informação em saúde.

Antônio Fernando Menezes, diretor de programa da Secretaria de Gestão de Trabalho e de Educação na Saúde (SGTES), apresentou o programa de tele saúde. Luiz Messina, palestrante do painel das experiências em Tele saúde da America Latina, falou sobre a rede universitária de tele consulta na atenção primaria de saúde.

Merece destaque a apresentação de Francisco Campos, da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNASUS), que mostrou o significativo esforço do Brasil na formação da padronização de desempenho dos agentes do SUS.

A polêmica sobre a influência das empresas de medicamentos sobre os operadores de saúde para o aumento das prescrições médicas, muito forte no Brasil, esteve presente durante as discussões. Participantes do congresso realçaram que este condicionamento no Brasil não é maior que em outros países.

Além disso, destacou-se nas discussões plenárias que, no Brasil, o problema da grande prescrição de medicamentos poderia ser devida mais propriamente à fase de diagnostico. Os critérios de diagnóstico de doenças crônicas de alta prevalência talvez sejam amplos demais para um sistema como o SUS que, justamente, tem um papel maximamente importante na saúde dos cidadãos com cuidados totalmente gratuitos.

Os critérios adotados no Brasil são amplos e inspirados em culturas médicas de países desenvolvidos, onde não estão presentes os compromisso relativos à cobertura universal em saúde. Portanto o SUS, pelo alto nível de compromisso assumido, tem também o direito de redefinir, restringindo os critérios diagnósticos de doenças de mais alta prevalência e cronicidade. Isso poderia contribuir a reduzir o excesso de prescrições e apoiar a sustentabilidade do SUS, preservando no mesmo tempo, os princípios constitucionais.

Jorge Barreto, da secretaria de saúde do município de Piripiri - PI, tratou o assunto do apoio da informação cientifica no processo de tomada de decisões, alinhando-se ao tema da utilização das  TICs em Saúde.

Última atualização em Seg, 19 de Novembro de 2012 06:18