Apresentação

:: Instituto de Radioproteção e Dosimetria - IRD

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Ficha cadastral: Proteção Radiológica e Preparativos Médicos para Acidentes com Radiação

Ao longo destes 30 anos de criação, o IRD tem se firmado cada vez mais como um instituto de pesquisa científica, através da realização de pesquisas e de grandes projetos visando o desenvolvimento técnico-científico do país, sempre buscando a consolidação do Instituto como um Centro de Excelência nas áreas de radioproteção e de metrologia das radiações ionizantes.

O início deste longo caminho, decorridos hoje 30 anos, foi traçado no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), de onde pertenciam seus idealizadores, embora a PUC e o Instituto de Biofísica da UFRJ tivessem tido papel de extrema importância. Hoje, tanto o INT quanto o IRD são Institutos de Pesquisa subordinados ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A seguir contamos um pouco da história que antecedeu a criação do IRD.

O IRD originou-se do Laboratório de Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (LD/CNEN), instalado nas dependências da PUC/RJ em 1960 (mais precisamente, em meados de 1959).

Já na década de cinqüenta, trabalhos de aferição e calibração de instrumentos de medidas elétricas, ensaios para a indústria, emissão de pareceres sobre propriedade industrial, além de cursos de extensão e pós-graduação de máquinas elétricas, medidas elétricas e eletrônica eram realizados na Divisão de Eletricidade e Medidas Elétricas (DEME) do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), dirigida pelo Pof. Bernhard Gross.

Estes trabalhos eram patrocinados, em parte, pela Comissão de Energia Atômica do Conselho Nacional de Pesquisas e, posteriormente, pela CNEN. Os primeiros estudos sobre radioatividade de fallout foram inciados usando técnicas recomendadas pelo o U.S. Navy Research Laboratory.

Com a equipe do INT foram realizadas muitas pesquisas, em conjunto com os padres F.X. Roser e Cullen da PUC, professores Carlos Chagas Filho e Eduardo Pena Franca do Instituto de Biofísica da UFRJ, com o uso de fonte de radioterapia de Co 60, cedida pelo Dr. Osolando Júdice Machado, então chefe do Serviço de Radioterapia do INCa.

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Em 3 de junho de 1959, o presidente da CNEN, Vice-almirante Octacílio Cunha, assinou um convênio com o Rev. Padre Arthur Alonso, Reitor da PUC/RJ, estabelecendo que seria construído no "campus" da PUC, em prédio próprio, um Laboratório de Dosimetria (LD) destinando-se, primordialmente, às pesquisas de natureza metrológica técnico-legal (padronização e calibração), sob orientação exclusiva, técnica e financeira da CNEN. A nomeação do pessoal técnico-científico seria assinada pelo Presidente da CNEN e pelo Reitor da PUC. A criação do LD contou com a sugestão e assessoria do Prof. B. Gross com a colaboração do Dr. P.V. Murphy e do Prof. Edgard Meyer.

Para a instalação do LD foi construído um prédio especial no campus da PUC com as seguintes características: uma sala com baixo retroespalhamento da radiação, para aferição e calibração de dosímetros e monitores, construída toda de madeira e afastada do solo, um poço de concreto com compartimentos para guardar as fontes radioativas, uma sala para medições, uma sala para a administração, um laboratório de radioquímica e instalações para higiene e chuveiros para descontaminação. O LD ficou subordinado diretamente ao presidente da CNEN, até ser ativado o Departamento de Pesquisas Científicas e Tecnológicas, dirigido pelo Prof. Bernhard Gross em 1967, quando passou a ser subordinado ao referido departamento.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) concedeu ajuda ao Brasil com equipamento e assistência técnica e, ainda, enviando especialistas, para o estabelecimento de um laboratório de dosimetria de raios- X e gama. Foram doados instrumentos e equipamentos diversos como: fontes padrão de radio para calibração de dosímetros e monitores, monitores GM, dosímetros clínicos, câmaras de radiação e equipamento eletrônico.

Os especialistas em dosimetria que visitaram o laboratório foram: Dr. Gilbert Cohen-Ganouna em 1959, e o Dr. S.J. Vasirca, em 1961, ambos por 3 meses. O Dr. S. J. Vasirca, da Assistência Técnica da IAEA, ministrou um curso de Dosimetria de Radiação, Instrumentação e Proteção Radiológica. Sob a orientação do Prof. Carlos Chagas Filho e regência da Dr. Ira B. Whitney foi ministrado, pela Universidade do Brasil (hoje UFRJ), um curso de extensão universitária de Radioquímica, em novembro de 1959.

Sob o patrocínio da CNEN, foi ministrado no INT, um curso de Dosimetria e Instrumentação Nuclear pelo Dr. Gilbert Cohen-Ganouna, professor do Centro de Estudos Nucleares de Saclay-França, em dezembro de 1959. A equipe inicial contava com o Prof. E. Meyer, contratado em fevereiro de 1959 pela CNEN, sendo nomeado diretor administrativo do LD, em setembro de 1960.

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De conformidade com o convênio com a PUC, o LD era composto de duas Seções: Dosimetria de Raios-X e Gama, e Fisico-Química de Radioisótopos. Na direção do setor de Dosimetria e Proteção Radiológica estava o Prof. E. Meyer, que era o diretor substituto do Prof. B. Gross na DE do INT, professor de eletrônica na DE do INT, a partir de 1957, e professor assistente de Medidas Elétricas na PUC. Inicialmente, trabalharam neste setor 4 servidores: o engenheiro H.S. Villela, Eugênio Lopes de Faria (técnico em eletrônica), uma secretária e Waldir Gomes Velasco. Os Srs. Eugênio e Waldir se aposentaram no IRD.

Em abril de 1965, a física Anna Maria Campos de Araújo, então bolsista, foi contratada para o setor de Radioproteção e Dosimetria assumindo a chefia do LD em 1968. Ao retornar da França, em 1969, onde concluiu seu doutorado, o Dr. Rex Nazaré Alves passou a chefiar o LD. A Dra Anna Maria se aposentou no IRD e o Dr. Rex Nazaré foi diretor do IRD de 1972 a 1975 e, presidente da CNEN, de 1982 a 1990.

Na direção do setor de Radioisótopos, até o 2° trimestre de 1962, esteve o Dr. P.V. Murphy, cientista norte-americano em visita ao Brasil participando do programa Átomos para a Paz do Programa Ponto IV. Em 1967, a AIEA enviou um perito para visitar as principais clínicas de radioterapia de diversos países, incluindo o Brasil, e por carta datada de 11 de dezembro de 1967 convidou E. Meyer para participar do painel The Dosimetric Requirements of Radiotheraphy Centers, realizado em Caracas, Venezuela, de 22 a 26 de abril de 1968.

A convite da IAEA, E. Meyer integrou o sub-comitê Creation of Regional Dosimetry Facilities que sugeriu normas para criação de Laboratórios Regionais de Dosimetria. Em 2 de junho de 1969, o presidente da CNEN, general Uriel da Costa Ribeiro, enviou uma carta (CNEN-C-63/69) dirigida ao Representante do Brasil junto a IAEA, solicitando consultar a IAEA sobre a possibilidade de instalar o Laboratório Regional de Dosimetria no Brasil.

Em 4 de fevereiro de 1970, através de um convênio firmado entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a CNEN, foi autorizado o início da construção do prédio do Laboratório de Dosimetria em um terreno cedido pelo então Governo do Estado da Guanabara, localizado na Baixada de Jacarepaguá, em uma área destinada à instalação de um Centro Tecnológico.

Em 21 de dezembro de 1971, a Comissão Deliberativa da CNEN aprovou a denominação de Laboratório de Dosimetria, LD, da Comissão Nacional de Energia Nuclear. A nova instalação foi inaugurada em 21 de março de 1972. Data em que se comemora o aniversário do IRD.
O texto referente à década de 60 e anterior a este período foi preparado a partir de informações fornecidas pelo Prof. Edgard Meyer.

site institucional: www.ird.gov.br

Última atualização em Seg, 30 de Novembro de 2009 11:51
 

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