Profissionais da OPAS/OMS, Ministério da Saúde e FIOCRUZ debatem ações do Centro Colaborador da OPAS/OMS em saúde pública e ambiental.

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Active ImageFoi realizada nos dias 22 e 23 de setembro de 2010, na Residência Oficial da Fiocruz, a 1ª oficina de desenvolvimento do plano de atividades e da proposta de funcionamento e estruturação do Centro Colaborador OPAS/OMS em Saúde Pública e Ambiental.

A oficina foi promovida pela a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS). Estiveram presentes na reunião técnicos e gestores do Ministério da Saúde, OPAS/OMS e FIOCRUZ. Active Image

A oficina teve inicio com a apresentação de outros três centros colaboradores da OPAS/OMS da FIOCRUZ, de forma a colaborar no planejamento das ações do novo Centro Colaborados em saúde pública e ambiental.

Durante a oficina foram repassadas todas as 18 linhas de ação propostas pelo Centro Colaborador e debatidas as atividades pertinentes a cada uma delas. Abaixo estão resumidas as linhas de ação do Centro Colaborador da OPAS/OMS para Saúde Pública e Ambiental:

1. Liderar o projeto de criação e fortalecimento dos Institutos Nacionais de Saúde Pública dos Países Africanos de Língua Portuguesa (Moçambique, Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau) e Timor.

2. Liderar o projeto OPAS/OMS de criação e fortalecimento de um curso de pós-graduação multinacional em Epidemiologia Ambiental para os países Latino-americanos (conjuntamente com o Instituto Nacional de Saúde Pública, no México).

3. Apoiar o desenvolvimento institucional das organizações públicas relacionadas com a Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde – ANLIS, da Argentina, através do estabelecimento de uma cooperação técnico-científica em pesquisa, transferência de tecnologia e capacidades técnicas especializadas nos campos da Biologia, Saúde e Ambiente.

4. Desenvolver e implementar a Ação Inter-setorial para o Projeto Saúde, um projeto de intercâmbio com a Associação Canadense de Saúde Pública (CPHA), para apoiar a contribuição da comunidade de saúde pública para a meta nacional do Brasil de redução da pobreza através da saúde e do desenvolvimento social.

5. Prestar consultoria na reestruturação das Escolas Técnicas de Saúde Pública do Paraguai e Bolívia, com o apoio da OPAS/OMS.

6. Prestar assistência técnica à OPAS/OMS e governos em análise laboratorial e diagnóstico, treinamento metodológico, consultoria e formação em saúde pública e ambiental (avaliação de risco, percepção e comunicação de risco; doenças emergentes e re-emergentes, vetores, saúde ocupacional; mudanças climáticas e seu impacto na saúde; promoção da saúde, garantia da qualidade de laboratório e boas práticas de laboratório, informação em saúde, virologia ambiental e biossegurança).

7. Capacitar profissionais da América Latina e de países de língua portuguesa em Bacteriologia, especialmente em relação a Campilobacter, Bacillus e Salmonella, provendo treinamento em curto e longo prazo.

8. Estimular a abordagem integrada para cenários de avaliação de riscos e comunicação de riscos à saúde humana, fortalecendoas capacidades institucionais e pessoais nacionais para melhor estimar a probabilidade de efeitos adversos resultantes da exposição a perigos de saúde específicos, ou da ausência de cenário favorável.

9. Implementar a metodologia integrada de avaliação ambiental enfatizando a GEO-Saúde, Fornecer ferramentas e orientação para o desenvolvimento e a utilização de indicadores, definir indicadores de saúde ambiental e identificar intervenções prioritárias, concentrando-se nas populações humanas vulneráveis.

10. Prestar assistência técnica à OPAS/OMS e os governos sobre Sistemas de Informação Geográfica (GIS) aplicado ao ambiente e à vigilância sanitária, relacionando dados ambientais e de saúde e, assim, estabelecendo a relação entre o impacto ambiental e efeitos na saúde. 

11. Incorporar o conceito de Habitação Saudável, saúde e meio ambiente sobre a formação, centrando-se nos fatores de risco de condições sanitárias, de higiene e ambientais. Estabelecer indicadores relacionados à construção de um habitat saudável, subsidiando a implementação de um plano de ação. Usar uma metodologia de ensino, investigação, ação e avaliação para auxiliar no desenvolvimento de planos saudáveis, participativos e sustentáveis para municípios que pretendem garantir a saúde da população. 

12. Avaliar os impactos em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador e promover a vigilância ambiental na América Latina, apoiando iniciativas, estratégias, estudos, formação, publicações e monitoramento na área, de forma a aumentar o nível de conscientização e prevenção dos riscos existentes nos locais de trabalho e desenvolver abordagens de baixo custo para controlar ambientes de trabalho indesejáveis ou arriscados.

13. Produzir conhecimento e formar um banco de dados em Violência e Saúde a fim de ajudar na formulação de políticas públicas e o desenvolvimento de programas de intervenção por meio de uma abordagem de saúde pública capaz de mitigar e prevenir a violência em cidades latino-americanas. 

14. Promover avanços na área de Epidemiologia Ambiental e Câncer através do estabelecimento de um programa de formação permanente para profissionais e pesquisadores em saúde e ambiente brasileiros e latino-americanos; da organização de uma rede brasileira e latino-americana de pesquisadores e instituições voltados ao estudo da exposição a contaminantes ambientais; da promoção de reuniões periódicas destes especialistas e da interação entre as redes brasileiras e latino-americana com as autoridades nacionais da Saúde Pública e Ambiente; e da realização de estudo na América Latina sobre sobrevivência ao câncer (Projeto Latincare).

15. Fortalecer a Vigilância em Saúde Ambiental gerando dados e desenvolvendo capacidades pessoais para ajudar no estabelecimento de políticas públicas a fim de controlar e diminuir as infecções virais por via aquática na América Latina e nos países de língua Portuguesa, com apoio laboratorial em epidemiologia de infecções virais por via aquática, capacitação e consultoria em epidemiologia ambiental.

16. Desenvolver estudos sobre Aspectos Ambientais de Epidemiologia e Antropologia Médica com cortes de base populacional e foco na população idosa, visando à publicação de material e a melhoria nas políticas de saúde sobre idosos no Brasil e em países da América Latina.

17. Estimular a formação intersetorial e interinstitucional de profissionais da América Latina em Prevenção e Controle de Zoonoses e fortalecer a rede de diagnóstico para doenças zoonóticas com potencial epidêmico na região.

18. Promover a cooperação técnica e científica com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) através de programas conjuntos em saúde humana e ambiental, produzindo novas informações em saúde e sustentabilidade ambiental na Amazônia.

Para saber sobre o Centro Colaborador acesse as seguintes notícias da ENSP e FIOCRUZ