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A Secretária da Organização Pan-Americana
da Saúde tem a responsabilidade constitucional de informar à
Conferência Sanitária Pan-Americana sobre as condições
de saúde e suas tendências na Região das Américas.
Este é o propósito principal da edição de
2007 de Saúde nas Américas. Esta obra oferece um relatório
geral atualizado sobre a situação da saúde na Região
e, especificamente, nos 46 países e territórios das Américas,
e narra e analisa os avanços, obstácu¬los e desafios
dos Estados Membros, em seus esforços para alcançar uma
melhor saúde para todos os habitantes do hemisfério.
Como agência de saúde, nossa principal
disciplina é a epidemiologia, o que nos permite medir, definir
e comparar os problemas e as condições de saúde
e sua distribuição em um contexto populacional, espacial
e temporal. Esta publicação aborda a saúde como
um direito humano, levando em conta o ambiente da pessoa e da comunidade,
e analisa os diversos fatores críticos de ordem biológica,
social, cultural, econômica e política que a determinam.
Essa análise revela a existência de hiatos, diferenças
e iniqüidades que ainda persistem em nossa Região, em especial
aquelas relacionadas ao acesso aos serviços básicos e
de saúde, à nutrição, à moradia e
às condições de vida, assim como à falta
de oportunidades de desenvolvimento humano, o que faz com que certos
grupos populacionais sejam mais vulneráveis do que outros às
enfermidades e aos riscos para a saúde.
É por isso que, além do enfoque específico
e especializado da Secretária na descrição e análise
dos problemas de saúde e da conseguinte resposta do setor da
saúde na Região, tentamos utilizar como eixo de discussão
o compromisso universal dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
(ODM) de redução da fome e da pobreza; promoção
da eqüidade de gênero nas oportunidades de educação;
controle e prevenção das enfermidades; gestão e
desenvolvimento da cooperação entre países, criação
e fortalecimento de alianças sub-regionais e inter-setoriais,
entre os governos e a sociedade civil, como elementos essenciais para
se alcançar uma melhor saúde dos povos das Américas.
O processo de produção desta publicação
foi árduo e complexo e representa o trabalho co¬letivo e
as contribuições ténicas de mais de 500 funcionários
e especialistas da secretária. Para a elaboração
desta edição foram utilisadas informações
de diversas fontes oficiais e não oficiais, pelo que é
possível que existam discrepâncias em alguns dos dados.
Da mesma maneira, o nível da qualidade das informações
nos países é variável e, em alguns, não
foi possível obter uma desagregação dos dados nos
níveis sub-nacionais que nos permitisse conhecer as disparidades
no estado da saúde de populações específicas.
Ainda assim, este panorama regional representa o nosso propósito
de seguir colaborando com os países para resolver a agenda inconclusa
das mortes previníveis e não¬necessárias de
mães e crianças e de outros grupos vulneráveis
da população; para renovar os esforços necessários
e manter os importantes avanços alcançados, como a erradicação
de enfermidades previsíveis por vacinação, e para
enfrentar os desafios do presente e do futuro como o HIV/AIDS, a tuberculose
multi-resistente, a violência juvenil e as novas formas do bio-terrorismo,
entre outros.
Em linha com nosso desejo de agregar valor às
informações que fornecemos a nossos lei¬tores, nesta
edição de Saúde nas Américas introduzimos
diversas inovações que estão des¬critas na
nota dirigida a nossos leitores (veja a página seguinte), e procuramos
buscar destacar um tema de saúde ou a resposta que o setor da
saúde está dando para um problema específico em
cada país ou terri¬tório das Américas. Com
a finalidade de alcançar um maior número de leitores e
de capitalizar as mudanças na tecnologia para seu beneficio,
decidimos publicar esta obra tanto em formato im¬presso, como em
CD ROM e on-line, através da Internet.
Junto com a descrição e a análise
das condições de saúde, aproveitamos esta edição
de Saúde nas Américas para apresentar a perspectiva e
os comentários de 10 especialistas de re¬conhecido prestígio
internacional sobre a “Agenda de Saúde nas Américas
2008–2017”, uma inicia¬tiva dos países lançada
paralelamente à XXXVII Assembléia Geral da OEA no Panamá,
em junho de 2007, com o objetivo de desenvolver um trabalho integrado
e coletivo na próxima década, para alcançar as
metas de saúde na Região.
Finalmente, asseguramos que esta última de
uma série de 14 edições de nossa principal publicação
recolhe os dados e apresenta uma ponderação consciente
a respeito da saúde nas Américas através de análise,
perspectivas e contextos apresentados da forma mais acertada, justa
e eficiente possível. A minha aspiração é
que esta edição 2007 de Saúde nas Américas
sirva como uma lembrança de que cada número e cada estatística
representem a vida de uma menina, um menino, uma mulher, um homem, em
algum lugar da Região. Desejo e espero que a próxima edição
de 2012 possa refletir os progressos e avanços significativos
dos países no seu esforço constante, coletivo, solidário
para alcançar uma melhor saúde e uma vida mais longa,
plena e frutífera para todos os habitantes de nossa Região,
mas de maneira especial, para aqueles grupos humanos mais atrasados
e excluídos.
Mirta Roses Periago
Diretora
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