Cada capítulo tem um resumo do próprio conteúdo ao fim, depois das referências bibliográficas e os anexos. Resumo
A doença de Chagas apresenta aparentemente baixa vulnerabilidade ao controle, considerando que a única possibilidade de intervenção se reduz, por limitações impostas pela própria epidemiologia da doença e pela tecnologia disponível, à redução des chances de contato do homen com o vetor infectado no ambiente domiciliar. No entanto, atributos do vetor como sua lenta reposição populacional e pequena capacidade de dispersão ativa, fazem com que o controle da transmissão natural da enfermidade seja uma possibilidade concreta. Isso é especialmente verdadeiro no caso de espécies que sejam introduzidas em determinada área e estritamente domiciliadas. Basicamente duas alternativas de controle são possíveis. Pelo uso rotineiro, sistematizado e por algum tempo continuado, de inseticidas de ação residual em domicílios de áreas infestadas; ou, pela melhoria das condições fisicas das habitações, que façam as casas invias à colonização por triatomíneos. Não sola medidas excludentes, e podem mesmo ser quando se tem uma extensa área com risco de transmissão, e o que impõe a adoção de medidas tecnólogicos para o controle vetorial desde o final da década de 40, mas a baixa visibilidade clínica da enfermidade, sua evolução crônica e de longo curso, e os estratos populacionais afetados, quase sempre rurais e sem capacidade ou canais de reinvidicação, determinaram que o controle tardasse, ou a prioridade que a magnitude e transcendência da doença exigiam. Os países do Cone Sul foram pioneiros no controle da doença de Chagas, que começou a ser institucionalmente assumido a partir da década de 60, na forma de campanhas nacionais, implementadas em alguns dos países da sub-região a partir dos anos 70 ou 80. A "Iniciativa dos países do Cone Sul"—inaugurada em 1991 por decisão dos Ministros da Saúde da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai—permitiu fossem as atividades mantidas, amplidadas ou instituídas em bases regulares, conforme o estágio em que se envontravam os programas nacionais. Ademais definiu com clareza os objetivos, permitiu o apuro de qualidade do trabalho e a atividade compartida em áreas da fronteira. Passados dez anos a avanço alcançado é inegável. Em extensas áreas se comprovou já haver sido interrompida a transmissão por Triatoma infestans, que na quase totalidade da área era a única espécie domiciliada. No Chile, Uruguai e parte da Argentina e do Brasil já não há o risco de veiculação domiciliar da doença pela espécie. Em muitas áreas admite-se que o vetor possa haver sido eliminado, ainda que isso não tenha até aquí aido demonstrado com absolute segurança. A transmissão por via transfusional foi também fortemente impactada, pela maior cobertura com a triagem de doadores em bancos de sangue. A transmissão congênita vem sendo já objeto de atenção, com atividades rotineiras de detecção e tratamento de casos em alguns dos paises. O grande desafio que agora se coloca é a sustentabilidade dos resultados. Para isso é de fundamental importância que se implemente a ação em áreas ainda infestadas, sobretudo na Bolivia e Peru-país que ainda que não faça parte do Cone Sul apresenta áreas altamente infestadas por T. Infestans—e que sejam revistas e rediminsionadas as atividades de vigilância epidemiológica adequando-as aos níveis de controle logrados e ao risco, maior ou menor em diferentes áreas, de que se restabeleça a transmissão. |



