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Saúde nas Américas

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icon Apresentação pela Dra. Mirta Roses de Saúde nas Américas, edição 2012

Saúde nas Américas [edição 2012] é o relatório oficial atualizado que a Repartição Sanitária Pan-Americana apresenta à 28.ª Conferência Sanitária Pan-Americana sobre a situação da saúde, seus determinantes e as tendências na Região das Américas durante o período 2006-2010.

 

Antecedentes

Esta edição é a mais recente de uma longa série de relatórios semelhantes elaborados pela Repartição, que foram publicados ininterruptamente desde 1956. Naquele ano, foi publicada pela primeira vez uma avaliação da situação da saúde da população das Américas, sob o título Resumo dos Relatórios sobre as Condições Sanitárias nas Américas, 1950-1953, que fora preparado para apresentação à XIV Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Santiago (Chile), em 1954. Em 1966, o nome do relatório foi mudado para Condições de Saúde das Américas; esse título foi mantido e a publicação foi feita de quatro em quatro anos. As edições de Saúde nas Américas correspondentes a 1998 e 2002 conservaram esse nome ajustado e a periodicidade continuou sendo quadrienal. A edição de 2007 e a atual, de 2012, tem por título Saúde nas Américas, e sua periodicidade passou a ser quinquenal.

Saúde nas Américas é a publicação mais relevante da Organização Pan-Americana da Saúde para a função de gerar, compilar, analisar e divulgar informações no campo da saúde para serem utilizadas pelos Estados Membros.

 

Edição de 2012

Como em outras ocasiões, a publicação compreende duas partes igualmente importantes e complementares: descrição e análise das condições de saúde nos 48 países e territórios do hemisfério ocidental e um enfoque integral dos temas mais importantes em saúde, considerando a Região em conjunto.

Ao contrário das edições anteriores, esta edição [a 15a] é apresentada como uma publicação eletrônica, aumentando se assim as oportunidades para sua divulgação a um público mais amplo. Além de se dirigir a autoridades sanitárias, acadêmicos, profissionais, estudantes e trabalhadores que atuam no campo da saúde, bem como a organismos de cooperação técnica e financeira e outras audiências internacionais, a edição de 2012 foi projetada para divulgar seu conteúdo para o público geral e sobretudo para os interessados em conhecer a situação de saúde em um país específico ou explorar algum dos grandes temas regionais relacionados com a saúde.

Esta modalidade em linha nos oferece também a possibilidade de atualizar periodicamente os dados e a informação, bem como a oportunidade de, no futuro, interagir com os leitores e enriquecer e refinar o conteúdo para edições posteriores.

Um dos maiores desafios para os mais de 600 colaboradores da publicação foi limitar a extensão dos textos a um terço da que haviam tido em outras edições. Esse esforço para condensar e concentrar as informações mais relevantes é recompensado pela novidade de utilizar hipervínculos eletrônicos com outros locais, publicações e bases de dados, que complementam a busca, a análise e a aprendizagem.

Este relatório oficial inclui também a publicação de um volume impresso que contém um resumo de cada um dos relatórios de país e uma síntese do volume regional—que constitui, além disso, o capítulo 7 da versão eletrônica. Sua apresentação será feita juntamente com o Relatório Quinquenal da Diretora, que descreve em forma resumida os principais resultados e os frutos da cooperação técnica da OPAS durante a primeira década dos anos 2000, com ênfase nos últimos cinco anos.

 

Visão geral

Os conteúdos de Saúde nas Américas estão estreitamente vinculados às oito linhas de ação descritas e combinadas pelos ministros de saúde na Agenda de Saúde para as Américas, 2008-2017 e, portanto, proporcionam informação de indubitável utilidade para documentar os avanços e desafios relacionados com seu cumprimento. A estes conteúdos se soma o capítulo 1, onde se faz uma revisão histórica sobre os avanços da saúde pública na Região, em cuja evolução participou ativamente a Organização Pan-americana da Saúde durante seus 110 anos de existência e de prestação de cooperação técnica aos países das Américas.

O volume regional, que consta de sete capítulos, junto com os informes de cada um dos 48 países e territórios das Américas, constitue a publicação completa de “Saúde nas Américas”, edição de 2012. Em seu conteúdo, as pessoas interesadas encontrarão a descrição e análise dos principais temas relacionados com as condições de saúde e suas tendências nos países da Região.

No capítulo 1, Um século de saúde pública nas Américas, é apresentado um panorama histórico conciso sobre os grandes avanços da saúde pública nas Américas desde princípios do século XX até o momento atual e serve de introdução aos capítulos seguintes. Nele, se lançam tanto a mensagem como o desafio que permeiam ao longo da obra: que, apesar das inegáveis conquistas em prolongar a vida e melhorar a saúde dos habitantes das Américas, persistem —e em alguns casos aumentaram— as ineqüidades, que são aquelas desigualdades evitáveis e injustas, que afetam e distinguem aos países, tanto de maneira individual, a nivel subnacional, como comparativamente em relação a outros países da Região.

No capítulo 2, os determinantes sociais e as ineqüidades em saúde, são abordados os determinantes sociais, quer dizer, as “causas das causas” da boa ou má saúde, e se consideram três megatendências: a transição demográfica e epidemiológica; a migração, e o crescimento urbano acelerado. No conteúdo são ressaltadas as ineqüidades e a vulnerabilidad grupal e coletiva, bem como os esforços para reduzir a pobreza na Região, inclusive aquelas iniciativas efetuadas em outros setores e que melhoraram a saúde das populações das Américas. São apresentados também alguns exemplos específicos de como se avançou na abordagem dos determinantes sociais da saúde mediante iniciativas transetoriais e extrasetoriais, tais como os esforços para impulsionar os cuidados das crianças, a educação e melhores condições de moradia e emprego.

No capítulo 3, Meio ambiente e segurança humana, se aborda de maneira detalhada outro dos grandes determinantes da saúde humana, o ecológico, e são descritos os riscos que o meio ambiente, em sua concepção mais ampla, traz para a saúde ao longo de todo o curso da vida. Especificamente, o capítulo informa sobre as mudanças nos ecosistemas e a saúde, descrevendo o impacto dos contaminantes persistentes e de amplo uso, fruto da atividade humana, a contaminação do ar e da água potável, e o saneamento. Na segunda parte do capítulo são considerados no contexto da segurança humana, aqueles fatores que afetam as pessoas e as comunidades de maneira esporádica e imprevisível (terremotos, furacões, inundações, etc.), bem como a cultura da violência; a segurança na produção, acesso e consumo de alimentos; e o ambiente de trabalho e seus riscos.

No capítulo 4, Condições de saúde e suas tendências, que sempre foram a parte central desta obra, se apresenta a situação da saúde mediante a utilização de seus principais indicadores, bem como a descrição e a análise das mudanças epidemiológicas e demográficas que ocorreram na Região desde a última publicação, em 2007. O texto também inclui as tendências da mortalidade infantil e materna, e mostra a mortalidade por grupo de idade, dividida por sexo, por grupos de causas e por algumas causas específicas. Com relação à morbidade, este capítulo inclue as principais doenças e problemas de saúde que se apresentam nas Américas, mostrando sua situação, mudanças e tendências. Aborda também os fatores mais importantes de risco que aumentam a predisposição aos problemas de saúde da população. Neste capítulo se destacam as desigualdades na distribução das doenças, e o amplo panorama da patologia imperante, e os grandes desafios das novas epidemias de obesidade, violência, e tabagismo que afetam a Região.

No capítulo 5, Sistemas de saúde e proteção social em saúde, são descritos os problemas e soluções nas áreas de ação da Agenda de saúde para as Américas, 2008-2017 relacionadas com este tema. São ilustradas as características e o impacto que têm os sistemas e serviços sobre a saúde da população, em especial, sobre as inequidades na resposta à demanda. Se descrevem tendências da gestão da saúde, a coordenação e colaboração intersetoriais e o fortalecimento da capacidade setorial na Região. São analisadas também as características e desafios das legislações para garantir o direito à saúde; as tendências dos países em relação à cobertura universal dos serviços e seu financiamento; a proteção social em saúde, os dados de gastos e financiamento dos serviços e a informação sobre o impacto das políticas econômicas e as crises financeiras nos sistemas de saúde. Por último, o capítulo descreve a situação e distribução dos recursos humanos, bem como as políticas e planos para a sua gestão, incluindo as estratégias de retenção de pessoal em populações sub-atendidas, a abordagem das migrações do pessoal de saúde e o desenvolvimento da carreira sanitária nas Américas.

O capítulo 6, Conhecimento, tecnologia e informação, está alinhado de forma transversal com as áreas de ação correspondentes da Agenda de Saúde para as Américas, 2008-2017. No texto se apresenta a forma como o conhecimento, a tecnologia, a informação e a gestão de recursos para os mesmos contribuem para a tomada de decisões e o fortalecimento dos sistemas de saúde da Região, além de promover a melhoria da qualidade de vida da cidadania. Em particular, o capítulo aborda o processo de construção do conhecimento desde seu início até sua análise e aplicação em benefício da saúde pública, mediante a análise dos sistemas nacionais  de informação em ciências da saúde como  base de um  modelo de governança; a apresentação da situação e das tendências em matéria de gestão do conhecimento e a inclusão das mudanças introduzidas pelo uso das tecnologias de informação e a comunicação na saúde e na educação.

Finalmente, o capítulo 7, Síntese e perspectivas, é o resumo anotado e original dos temas que se abordaram no volume regional e aparece também na versão impressa de Saúde nas Américas, edição de 2012. Nele, se descrevem as tendências demográficas e epidemiológicas nas Américas no contexto dos determinamtes econômicos, políticos, ambientais e sociais da saúde e se oferecem comentários e reflexões sobre a situação e as perspectivas da saúde regional nos próximos cinco anos.

O tema central da publicação é a desigualdade nos recursos e na distribução da saúde e do bem estar entre os países e no interior dos mesmos. As Américas são uma Região de contrastes e semelhanças; de ineqüidades persistentes e de crescente justiça social; de antigas doenças e de sérios problemas de saúde-doença-riscos surgidos nos últimos decênios; de agendas inacabadas, de conquistas que deverão ser protegidas e de novos, enormes e imprevisíveis desafios.

A Repartição Sanitária Pan-americana apresenta a descrição e a análise dos dados e informação de cada um dos países da Região das Américas. Na elaboração dos conteúdos se utilizaram dados de muitas fontes oficiais, nacionais e internacionais, bem como oficiosas, tratando ao máximo possível de identificar e eliminar eventuais discrepâncias.

A mensagem essencial da publicação é que cada país é un mosaico de situações, lugares e comunidades, e que cada número, cada dado e cada estatística representa o rosto, a vida, a saúde e a esperança de uma única pessoa; que cada rosto representa uma voz, que cada voz expressa uma necessidade e que cada necessidade requer uma ação.

Convencidos da importância desta informação, confiamos que sua extensa utilização será o melhor estímulo para a geração, processamento e análise de dados cada vez mais pertinentes, válidos e oportunos para o bem da saúde nas Américas.

Última atualização: Quarta, 19 de Setembro de 2012 08:09