|||| Este conteúdo foi arquivado e não é mais atualizado. ||||


O livro "Saúde Brasil" é uma publicação anual do Ministério da Saúde, onde a análise dos principais problemas e eventos relacionados à saúde do povo brasileiro é apresentada. Esta publicação foi construída tendo como princípio a valorização do uso dos dados secundários disponíveis nos sistemas de informações integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) e nos inquéritos e nas pesquisas conduzidos pelo Ministério da Saúde. Ademais, o apoio à criação de capacidade analítica institucional durante o processo de produção dessas analises também é um atributo desta publicação, que favorece a apropriação dos resultados dessas analises na tomada de decisão em saúde no SUS.

Nesse ano, a primeira parte da publicação convida para a reflexão sobre como nascem, se expõem, adoec em e morrem os brasileiros. Os dez capítulos desta parte trazem uma atualização sobre a situação de saúde dos brasileiros, possibilitando o monitoramento de indicadores demográficos e epidemiológicos, assim como a analise dos diferenciais desses indicadores segundo regiões, sexo, cor da pele ou raça e grupos de idade. A segunda parte tem como tema em destaque a Vigilância da Saúde da Mulher no Brasil e é composta por seis capítulos, incluindo a caracterização da população feminina brasileira, a análise da mortalidade geral da mulher e da mortalidade materna, a violência contra a mulher e a trajetória de aumento das cesarianas no Brasil.

Um número cada vez menor de crianças tem nascido no Brasil (de 3,2 milhões de nascimentos em 2000 para 2,8 milhões em 2010) com redução importante da taxa de fecundidade: de 2,38 filhos/mulher em 2000, para 1,90 filhos/mulher em 2010.

Essas crianças tem tido maior acesso ao pré-natal: a proporção de crianças cujas mães fizeram sete ou mais consultas de pré-natal aumentou no Brasil (de 46% em 2000 a 61% em 2010) e em todas as regiões brasileiras, para todos os grupos etários das mães e em todos os níveis de escolaridade das mães. 

Chama a atenção, porém, a manutenção das altas proporções de parto cesáreo (de 38,0% em 2000 para 52,3% em 2010), com aumento importante nas regiões Norte e Nordeste.

A mortalidade do adulto (20 e 59 anos de idade) no Brasil tem entre as suas principais causas os homicídios, os acidentes de transporte terrestre, as doenças isquêmicas do coração, as doenças cerebrovasculares e a cirrose e outras doenças crônicas do fígado.

Esses são alguns dos achados destacados na obra “Saúde Brasil 2011”, publicada em 2012, sendo o oitavo volume desta publicação anual da Secretaria de Vigilância  em Saúde  do Ministério  da Saúde  (SVS/MS).

Links: