Estabelecida em 2007, durante a 60ª Sessão da Assembleia Mundial da Saúde, a data busca promover conhecimento sobre a doença e despertar a atenção das pessoas, dos governantes e dos profissionais que atuam na área da saúde para uma doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. O Dia Mundial da Malária permite a divulgação de informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença com toda a população e não apenas com os envolvidos no setor saúde. No Brasil, 99% dos casos autóctones são registrados na Região Amazônica. Os sintomas mais comuns da doença são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. Malária tem cura e a medicação para o tratamento é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, sendo que, para cada espécie de plasmódio, há medicamentos ou associações de medicamentos específicos em dosagens adequadas à situação de cada paciente. Devido a isto, em caso de voltar de alguma área com transmissão é recomendado que se procure atendimento em algum ponto da rede pública.

O diagnóstico e o tratamento oportuno e adequado dos casos, além de medidas específicas de controle do mosquito transmissor, são as mais importantes estratégias para controlar e prevenir a malária.

O Ministério da Saúde acredita que a redução no número de casos é reflexo, principalmente, da descentralização das ações de prevenção e controle da doença, da oferta de tratamento pelo SUS, incluindo-se o uso de derivados da artemisinina e a preconização do atendimento em até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, além do aumento dos investimentos e capacitação dos profissionais. Desde 2013, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) em integração com a Secretaria de Atenção a Saúde (SAS) reforçou a atuação da prevenção dos danos relacionados à malária durante a gravidez, incluindo o exame para diagnóstico da doença na Rede Cegonha.

Mesmo com os avanços na redução dos casos de malária no País, e considerando que ainda não existe uma vacina disponível contra a doença, as medidas de proteção individual e familiar são as formas mais efetivas para a prevenção. Elas devem ser sempre utilizadas, principalmente nas áreas endêmicas.

As seguintes medidas de prevenção individuais devem ser levadas em consideração contra as picadas do inseto: uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas (piretróides) de longa duração em camas e redes; uso de roupas claras e que protejam pernas e braços, durante as atividades de exposição elevada; instalação de telas em portas e janelas; uso de repelentes que devem ser aplicados nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante sobre o prazo para reaplicação do produto; evitar exposição nos horários de maior atividade do mosquito, do pôr-do-sol ao amanhecer.

Além disso, são exemplos de medidas de prevenção coletivas, as quais devem ser regulares: borrifação intradomiciliar com inseticida de efeito residual para controle dos vetores; drenagem de áreas alagadas tidas como de risco; pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor; aterro ou limpeza das margens dos criadouros; modificação do fluxo da água; controle da vegetação aquática; melhoramento da moradia e das condições de trabalho; e uso racional da terra.

Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde trabalham juntos para fortalecer e aperfeiçoar as políticas públicas em vigilância em saúde, prevenção e controle da malária no Brasil.

Na ultima década, 4 países tem sido certificados pela Organização Mundial da Saúde, como livres de malária e o objetivo principal da Nova Estratégia Global Pós-2015 é de eliminar a doença de 35 países até 2030.

Em esta data é importante lembrar que é necessário aumentar os investimentos que busquem promover ações de prevenção e controle para derrotar a malária no Brasil, nas Américas e no Mundo.

Para mais informações consulte:

www.paho.org/paludismo

www.saude.gov.br/malaria