Brasília, 28 de julho de 2015 - No dia mundial de luta contra as hepatites virais a Organização Pan-Americana da saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) destaca a necessidade urgente para os países intensificarem as ações para prevenir a infecção pelos vírus que causam as hepatites virais e garantir que as pessoas que foram infectadas tenham acesso ao diagnostico ao tratamento. Este ano, a OPAS/OMS chama a atenção da comunidade internacional para as hepatites B e C, que juntos produzem cerca de 80% de todas as mortes devido a câncer de fígado e juntas matam quase 1,4 milhões de pessoas todos os anos.

Nas Américas, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas estão vivendo com hepatite C e hepatite crônica B com a prevalência variando de 2% a 4%. Entre 2008 e 2010, 3% de todas as mortes na América Latina e o Caribe foram associados com a falha do fígado e câncer, hepatite aguda e crônica e cirrose hepática.

Como a maior parte das pessoas infectadas desconhece sua condição, e por anos a doença não apresenta sintomas, isso favorece para uma evolução gradual e silenciosa da doença e quando o diagnóstico é finalmente feito, a doença já se apresenta em um estágio mais avançado, com níveis avançados de fibrose hepática, cirrose hepática ou ainda câncer de fígado.

Vacinação

A OMS recomenda a vacinação de todas as crianças contra a hepatite B. Idealmente, a vacina deve ser administrada logo após o nascimento nas primeiras 24 horas. Esta dose deve ser seguida por uma segunda e terceira dose de acordo com o regime de vacinação.

A OMS também recomenda a vacinação de adultos que estão em maior risco de contrair a hepatite B. Estes incluem pessoas que freqüentemente necessitam de sangue ou hemoderivados (por exemplo, pacientes em diálise), profissionais de saúde, pessoas que usam drogas, cuidadores e contatos sexuais daqueles que vivem com hepatite B crônica, aqueles com múltiplos parceiros sexuais, militares, policiais, comunidades tradicionais e indígenas. 


Teste-se e procure tratamento

Os medicamentos disponíveis podem curar a maioria das pessoas com hepatite C e podem controlar a evolução da hepatite B. As pessoas que recebem essas drogas são muito menos propensas a morrer por complicações da doença como câncer de fígado e cirrose, e são muito menos propensos a transmitir o vírus a outras pessoas. Por isso, a OMS pede às pessoas que possam ter sido expostas aos vírus das hepatites façam o teste para determinar se precisam ou não de algum tratamento para melhorar sua saúde e reduzir o risco de transmissão.


Brasil lança guia para tratamento gratuito de hepatite

O Brasil é o primeiro país da América Latina a desenvolver um protocolo para o tratamento da hepatite C com livre acesso às mais recentes terapias que são mais eficazses. Com estas novas terapias os pacientes têm cerca de 90% de chance de cura, em comparação com 60% do tratamento atualmente utilizado que é baseado no Interferon Peguilado.

O país planeja fornecer tratamento para 15.000 pessoas até o final de 2015, mais 30.000 anualmente a partir de 2016. Estima-se que 1,4-1,7 milhões pessoas têm hepatite C e cerca de 3.000 pessoas morrem de causas associadas à hepatite C a cada ano.

Este guia, que auxiliará os médicos a definir as pessoas que precisam de tratamento, poderia ser um modelo para outros países da região.

Dinâmica regional e global para o endereço hepatite Em setembro deste ano, os países do mundo terão a oportunidade de compartilhar as
melhores práticas na primeira Cúpula Mundial sobre Hepatites, a ser realizada em Glasgow, Escócia. A cúpula, que é co-patrocinado pela OMS, o Governo escocês e a Aliança Mundial das Hepatites, visa elevar o perfil global das hepatites virais para criar uma plataforma de intercâmbio de experiências entre os países e se concentrar no trabalho para desenvolver planos de ação nacionais.

Também em setembro, os Ministros da Saúde das Américas poderão aprovar na Reunião do Comitê Executivo da OPAS, um plano de ação para prevenir e controlar as hepatites virais na região. O plano, que irá abordar as hepatites A, B e C, com especial ênfase nas hepatites B e C, propõe formas específicas de ação para reduzir efetivamente a morbidade, incapacidade e mortalidade e começar a traçar o caminho para a eliminação das hepatites virais como um problema de saúde pública.

A OPAS/OMS no Brasil possui um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde para trabalhar o tema das Hepatites Virais. Através do Termo de Cooperação 66, Brasil e OPAS/OMS tem promovido diversas ações e discussões sobre as Hepatites Virais. Como resultado, podemos citar a Publicação pelo Ministério da Saúde do Protocolo de Investigação Investigação da Transmissão Vertical das Hepatites Virais em 2014, e mais recentemente da Publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Tratamento da Hepatite C, em que o país incorpora as novas drogas e amplia o acesso ao tratamento.

Mais Informaçõess:

Dia Mundial da hepatite

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