27 de abril de 2016 – Em antecipação ao Dia Mundial de Higienização das Mãos, 5 de maio, a Representação no Brasil da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) relembra os cuidados a serem tomados para garantir a segurança do paciente. A higiene realizada no momento certo e da maneira correta pode salvar vidas. De acordo com as Diretrizes da OMS sobre Higienização das Mãos em Serviços de Saúde, antes de tocar o paciente e de realizar qualquer procedimento asséptico, é importante que o profissional lave adequadamente as mãos para evitar a transmissão de micro-organismos que podem causar infecções.

A higienização também é fundamental após o contato com ele, inclusive em caso de exposição a fluidos corporais e depois de remover as luvas. O profissional deve lavar as mãos mesmo que tenha tocado apenas as superfícies, mobília e objetos próximos ao paciente, assim como ao sair do ambiente de assistência.

Neste ano, a OPAS/OMS, que no Brasil conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), vem estimulando a melhoria das práticas de higiene das mãos, especialmente nas unidades cirúrgicas (serviços de cirurgia ambulatorial, clínicas e centros cirúrgicos).

Impacto econômico
As infecções relacionadas à assistência à saúde afetam centenas de milhões de pacientes e têm um impacto econômico significativo nos pacientes e sistemas de saúde em todo o mundo. Nos países desenvolvidos, representam de 5% a 10% das internações em hospitais de cuidados agudos. Nos países em desenvolvimento, o risco é de duas a 20 vezes superior e a proporção de pacientes com esse tipo de infecção pode exceder 25%.

Além de causar sofrimento para os pacientes e seus familiares, as infecções relacionadas à assistência à saúde consomem recursos que poderiam ser gastos em medidas preventivas ou em outras prioridades.