foto decadaafro5 de maio de 2016 - Até esta sexta-feira (6/5), a OPAS/OMS no Brasil participa da Oficina de Trabalho para definir os eixos condutores para a promoção da saúde da população negra na Década Internacional Afrodescendente. O evento acontece em Salvador, capital baiana.  A abertura da oficina contou com a participação da representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, que também é diretora do grupo de trabalho sobre gênero, raça e etnia; do diretor do Departamento de Articulação Interfederativa do Ministério da Saúde, Washington Abreu; da representante da Secretaria de Políticas da Promoção de Igualdade Racial, de Luciana Gomes; e de representante do Conselho Nacional de Saúde, Emanuelle Góes; além de autoridades locais. Foi lançada também, pelo Ministério da Saúde e OPAS/OMS, a Revista Painel de Indicadores do SUS – Saúde da População Negra.

Foi lançada também, pelo Ministério da Saúde e OPAS/OMS, a Revista Painel de Indicadores do SUS – Saúde da População Negra.

O evento segue com rodas de conversa e painéis sobre os desafios da participação social para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e ações em curso para promoção de equidade em saúde da população negra. Ao final da oficina, será elaborado documento que servirá de orientação para ações das Nações Unidas e governo brasileiro sobre o tema no marco da Década Internacional dos Afrodescendentes.  

Década Internacional Afrodescendente
A Década Internacional Afrodescendente, que teve início em 2015 e segue até 2024, surgiu com a publicação da Resolução 68/237 da Assembleia Geral das Nações Unidas. A iniciativa pretende tomar medidas eficazes para reconhecimento, justiça e desenvolvimento da população negra, bem como propor medidas concretas para promover a inclusão e combater o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância.
 
Em 2013, o Grupo de Trabalho da Organização das Nações Unidas sobre Afrodescendentes visitou o Brasil para estudar a situação desta população e, na ocasião divulgou comunicado apontando que negros do país ainda sofrem racismo estrutural, institucional e interpessoal. Em suas resoluções, o grupo apontou profunda desigualdade de salários, baixa participação política, menos acesso à saúde, educação e justiça como efeitos da discriminação estrutural existente no Brasil.
 
Neste ano, o marco de Assistência ao Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDAF) criou grupo temático de gênero, raça e etnia, que conta com a participação de 10 agências do sistema ONU: OPAS/OMS, PNUD, UNFPA, OIT, IUNICEF, UNESCO, ACNUR, UNODC e UNOPS. Reconhecido como a 6ª região de África, o Brasil é o segundo maior país negro do mundo, atrás apenas da Nigéria.