27 de abril de 2017 – A vacinação é uma das maneiras mais eficazes de prevenir doenças, tendo sido responsável pela eliminação de várias delas. O sarampo, por exemplo, se tornou em 2016 a quinta doença prevenível por vacina cuja circulação foi extinta nas Américas. Antes dela, foi erradicada em todo o mundo a varíola, em 1971, e eliminadas no continente a poliomielite, em 1994, e a rubéola e síndrome da rubéola congênita, em 2015.

No Brasil, todas as vacinas recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) são ofertadas gratuitamente à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para que elas cheguem com qualidade a todos os brasileiros, inclusive aqueles que moram em regiões de difícil acesso, profissionais de diferentes especialidades percorrem diversos caminhos, usando barcos, carros, caminhões, helicópteros e aviões.

Em exposição inaugurada nesta quinta-feira (27), em sua sede em Brasília, a OPAS/OMS busca demonstrar como esse trajeto é feito em um país de dimensões continentais, como o Brasil. Durante o evento, a Organização também reconheceu o trabalho do Ministério da Saúde do país no campo da imunização, com a entrega do Certificado de Eliminação do sarampo (para o Brasil), da rubéola e da síndrome de rubéola congênita (para profissionais brasileiros que trabalharam na resposta a essas doenças).

Confira as fotos e histórias da mostra “Os caminhos da vacina em um país continental”:

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A imunização é uma das intervenções mais custo efetivas disponíveis na saúde pública, tendo sido uma das principais responsáveis pela redução da mortalidade infantil na América Latina e no Caribe.

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No Brasil, a vacinação é coordenada desde 1973 pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

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Todas as vacinas, produzidas dentro e fora do país, são concentradas em um só lugar: a Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Insumos (Cenadi).

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A partir daí, seguem para os estados e municípios, que por sua vez as distribuem para as salas de vacinas e distritos sanitários especiais indígenas.

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Em todos os locais, são feitos rigorosos procedimentos padronizados para garantir a segurança e qualidade do produto no recebimento, armazenamento e distribuição. A essa estrutura damos o nome de Rede de Frio.

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Uma central estadual da Rede de Frio, como esta no Amazonas, organiza a armazenagem (com câmaras frigoríficas positivas e negativas), a inspeção e a distribuição das vacinas. Tudo isso é feito com muito cuidado para que nenhum produto seja perdido ou danificado.

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Saindo das centrais estaduais, as vacinas são enviadas para as centrais regionais, localizadas em posição estratégica para distribuição.

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Em seguida, vão para as centrais municipais e, por fim, chegam às salas de vacinação.

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A sala de vacinação é a instância final da Rede de Frio.

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É esse caminho da vacina que permite levar mais saúde a toda a população brasileira, inclusive a que mora nos lugares de mais difícil acesso.

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Por ano, são disponibilizadas mais de 300 milhões de doses em aproximadamente 36 mil salas de vacinação.

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A Rede de Frio brasileira adota as orientações técnicas da OPAS/OMS.

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Grande parte das vacinas e soros são adquiridos pelo Brasil por meio do Fundo Rotatório da OPAS. Esse mecanismo de compras internacional gera economia e facilita o acesso a produtos essenciais para salvar vidas. Isso porque o alto custo desses insumos tem sido um desafio crescente para os sistemas de saúde nos países, uma vez que consomem percentuais cada vez maiores de seus orçamentos.

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O Fundo Rotatório da OPAS tem transformado a Região das Américas em referência mundial de programas de imunização. A compra de produtos para vacinação a preços mais baixos ajuda a proteger a população de algumas das piores doenças do mundo, como poliomielite, papilomavírus (HPV), sarampo, febre amarela e rotavírus.