190917 furacaomaria19 de setembro de 2017 – Países do Caribe continuam implementando ações essenciais para a saúde com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que está enviando equipes de resposta regional e suprimentos médicos e humanitários para as ilhas afetadas pelos furacões Maria e Irma. Chuvas e ventos fortes continuam atingindo as Ilhas Leeward, incluindo as já afetadas pelo furacão Irma.

O furacão Maria atingiu Dominica na noite desta segunda-feira (18) como um furacão da categoria 5, com ventos de 155 mph (cerca de 250 km/h) que causaram uma forte devastação. O primeiro-ministro Roosevelt Skerrit disse, em post publicado em uma mídia social, que "os ventos varreram os telhados de quase todas as pessoas com quem falei ou entrei em contato. Meu foco agora é resgatar quem está preso para assegurar assistência médica aos feridos no país".

Entre as necessidades prioritárias estão a reparação urgente e a recuperação operacional de instalações de saúde danificadas, a fim de retomar os serviços essenciais para a saúde após os dois furacões de categoria 5 que impactaram o Caribe em menos de duas semanas. Esses serviços são extremamente necessários para tratar pacientes de emergência, permitir o diagnóstico rápido e o tratamento de doenças transmissíveis, além de restabelecer o tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis, disse Ciro Ugarte, diretor do Programa de Emergências em Saúde da OPAS.

O furacão Maria "poderia impactar muitas estruturas e detritos já maltratados, complicar a entrega da ajuda humanitária e deslocar mais pessoas para abrigos. Uma entrega rápida dos suprimentos e recursos humanos necessários, bem como o pré-posicionamento e preparação para a próxima tempestade, serão importantes para evitar um maior impacto na saúde pública em países e territórios localizados no caminho desse poderoso furacão", disse Ugarte.

O envio de equipes para a resposta regional nas ilhas inclui coordenadores de desastres em saúde, engenheiros e epidemiologistas de instalações sanitárias e de saúde, bem como especialistas em saúde pública, gestão de informações, logística, controle de vetores e avaliação de danos e necessidades.

A manutenção de condições sanitárias, especialmente em abrigos, continua a ser uma prioridade. Um aumento na população de mosquitos e roedores foi relatado em ilhas fortemente atingidas. O controle de vetores e a lista de necessidades de suprimentos de limpeza foram solicitados às ilhas afetadas.

A vigilância epidemiológica intensificada para apoiar a detecção precoce e o gerenciamento oportuno de surtos de doenças é crucial devido à falta de acesso à água potável, cuidados de saúde e tratamento, assim como o aumento nos vetores, ressaltou Ugarte. Alguns abrigos já estão relatando doenças diarreicas e de pele.

Profissionais de saúde estão sendo enviados de diferentes ilhas para apoiar a crescente demanda de recursos humanos. O fortalecimento da capacidade em abordar a saúde mental das populações impactadas, especialmente aquelas que estão em abrigos, é importante, acrescentou o diretor.

Entre as necessidades de logística estão o restabelecimento da rede de frio de vacinas e o aumento do espaço e segurança para o armazenamento de medicamentos e suprimentos de saúde. As questões de segurança a fim de distribuir suprimentos básicos e enviar profissionais continuam sendo um desafio nas ilhas. Uma entrega rápida é importante devido ao furacão Maria e outras potenciais tempestades que se desenvolvem no Atlântico, pontuou Ugarte.

Os recursos solicitados são fornecidos pela sede da OPAS e pelos escritórios nos países da Jamaica, Barbados, Bahamas, Haiti, República Dominicana e Trinidad e Tobago. Como os suprimentos médicos e humanitários necessários são identificados pelos países e compartilhados com a OPAS, eles estão sendo preposicionados no Panamá e em Barbados para uma distribuição rápida em resposta ao furacão Maria.

A OPAS continua avaliando as necessidades dos países e territórios afetados e enviando fundos, suprimentos e recursos humanos, conforme as necessidades são identificadas pelas ilhas impactadas. À medida que informações emerjam do campo, novos envios podem ser considerados pelas autoridades de saúde, especialmente após a passagem do furacão Maria.

A OPAS está coordenando projetos de emergência para cobrir suprimentos médicos, restabelecer serviços de saúde e comprar medicamentos essenciais e equipamentos médicos. As Nações Unidas estão desenvolvendo uma estratégia conjunta de resposta, que estabelece as prioridades das agências humanitárias internacionais (ONU, ONGs e FICR), trabalhando em estreita colaboração com os governos nacionais e contrapartes regionais, incluindo a Agência Caribenha para a Gestão de Emergências de Desastres (CDEMA).