coronavirus shutterstock corona borealis studio11 de fevereiro de 2020 – A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira (11) o nome para a doença causada pelo novo coronavírus: COVID-19. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o ato de nomear é fundamental para prevenir o uso de outros nomes que podem ser imprecisos ou gerar estigma.

“No âmbito das diretrizes acordadas entre a OMS, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), tivemos que encontrar um nome que não se referisse a uma localização geográfica, um animal, um indivíduo ou um grupo de pessoas e que também fosse pronunciável e relacionado à doença”, explicou o diretor-geral da OMS.

Até às 10h (horário de Brasília), havia 42.708 casos confirmados de COVID-19 na República Popular da China e 1.017 mortes causadas por esse vírus. Fora da China, há 393 casos em 24 países, com um óbito nas Filipinas. São eles: Alemanha, Austrália, Bélgica, Camboja, Canadá, República da Coreia, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos da América, Federação Russa, Filipinas (uma morte), Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Malásia, Nepal, Reino Unido, República Popular da China, Suécia, Singapura, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã.

Na América Latina e Caribe, foram notificados apenas casos suspeitos, nenhum confirmado. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem trabalhado com os Ministérios da Saúde dos países dessa sub-região, a fim de ajudá-los na preparação para lidar com possíveis importações de casos do COVID-19.

Em uma série de atividades de cooperação técnica, os especialistas da OPAS em laboratório, epidemiologia, manejo clínico, prevenção, controle de infecções e outras áreas estão apoiando autoridades de saúde pública nos países latino-americanos e caribenhos.

Na área de diagnóstico, a OPAS está fornecendo orientação e reagentes aos laboratórios nacionais de saúde pública, incluindo os Centros Nacionais de Influenza, a fim de que possam realizar testes laboratoriais para confirmar ou descartar a presença do novo coronavírus.

Recentemente, a OPAS organizou, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde do Brasil, um treinamento para nove países sobre diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. Participaram da capacitação especialistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Durante a atividade, os participantes fizeram um exercício prático de detecção molecular do COVID-19 e receberam materiais essenciais para diagnóstico (primers e controles positivos), além de revisarem e discutirem sobre as principais evidências e protocolos disponíveis.

Nesta semana, a OPAS organizará na Cidade do México um treinamento nos mesmos moldes desse que foi realizado no Brasil. A atividade será feita em conjunto com o Ministério da Saúde do México e o Instituto de Diagnóstico e Referência Epidemiológica (InDRE).

Foram convidados para esta edição especialistas de todos os países da América Central (exceto o Panamá, que já fez a capacitação no Brasil), de Cuba e da República Dominicana. A Organização Pan-Americana da Saúde também tem promovido capacitações para implementação do diagnóstico laboratorial do COVID-19 no Caribe.

Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock.com (imagem meramente ilustrativa)