covid19 shutterstock com Lightspring2 220px26 de fevereiro de 2020 – O Brasil confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso importado do novo coronavírus. Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na Itália, na região da Lombardia, à trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro deste ano. No dia 23 de fevereiro, ele apresentou sinais e sintomas compatíveis com a doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19): febre, tosse seca, dor de garganta e coriza.

Em 25 de fevereiro, ele procurou atendimento médico no Hospital Israelita Albert Einstein, que registrou então a notificação de caso suspeito. No atendimento, foram adotadas medidas preventivas para transmissão por gotículas, feita coleta de amostras e realizados testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para diagnóstico, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo estão realizando a identificação dos contatos do homem no domicílio, no hospital e no voo, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) junto à companhia aérea.

O estado do paciente não é grave, ele não está hospitalizado e deve permanecer em casa até a resolução completa dos sinais e sintomas. Cuidadores e trabalhadores de saúde foram orientados a monitorar a saúde dele por 14 dias, por meio de visita domiciliar.

Além do caso confirmado importado da Itália, o Ministério da Saúde do Brasil monitora 20 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Ao todo, outros 59 casos suspeitos já haviam sido descartados após exames laboratoriais apresentarem resultados negativos.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem trabalhado com os Ministérios da Saúde dos países das Américas na preparação para lidar com esses casos importados. No Brasil, a OPAS organizou em fevereiro, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde do país, um treinamento para nove países sobre diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. Participaram da capacitação especialistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Em janeiro deste ano, a OPAS doou ao Brasil primers e controles positivos, que são materiais essenciais para diagnóstico do coronavírus. O organismo internacional também tem apoiado o país no monitoramento da situação epidemiológica e na tradução para português de guias e protocolos da OMS.

Além disso, a Organização Pan-Americana está colaborando com a realização de um workshop do Ministério da Saúde para adaptar e revisar as diretrizes de gestão clínica da OMS para o contexto do Brasil.

Medidas para se proteger
As recomendações da OPAS e da OMS para reduzir a exposição a uma série de infecções e para não transmiti-las são:

• Lave as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool;

• Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um tecido – jogue fora o tecido imediatamente e higienize as mãos;

• Se tiver febre, tosse e dificuldade de respirar, procure atendimento médico assim que possível e compartilhe seu histórico de viagens com o profissional de saúde;

• Evite contato próximo sem proteção adequada com qualquer pessoa com sintomas semelhantes aos da gripe ou resfriado.

• Cozinhe bem a comida, especialmente carne e ovos.

• Se visitar mercados de animais vivos em áreas onde foram notificados casos do novo coronavírus, evite o contato direto sem proteção adequada com animais vivos e com superfícies em contato com esses animais;

• Evite o consumo de produtos de origem animal crus ou mal cozidos. Carne crua, leite ou órgãos de animais devem ser manuseados com cuidado, para evitar a contaminação cruzada com alimentos não cozidos, conforme as boas práticas de segurança alimentar.

O uso de máscaras não é necessário para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios. A OPAS e a OMS recomendam que as máscaras cirúrgicas sejam usadas por: pessoas com sintomas respiratórios, como tosse ou dificuldade de respirar, inclusive ao procurar atendimento médico; profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a indivíduos com sintomas respiratórios; e profissionais de saúde, ao entrar em uma sala com pacientes ou tratar um indivíduo com sintomas respiratórios.

Mais informações
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