Confira as ações de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da Representação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil:

I) Apoio na Coordenação da resposta

• Fortalecimento da capacidade de preparação e resposta do Brasil por meio de aportes técnicos aos planos e protocolos de emergência, incluindo compartilhamento de experiências internacionais
• Colaboração com as ações de assistência a populações vulneráveis, incluindo apoio ao Poder Executivo e Judiciário na elaboração de protocolos para reduzir a propagação de doenças transmissíveis, entre populações indígenas e pessoas privadas de liberdade
• Facilitar a gestão tripartite (governo federal, estaduais e municipais) no Sistema Único de Saúde
• Advocacia e treinamento de líderes comunitários (incluído população migrante) que apoiam medidas de prevenção
• Liderar entre as Agências do Sistema de Nações Unidas a coordenação de apoio à resposta do Ministério da Saúde e estados.

II) Epidemiologia e avaliação de risco

• Ampliar o acesso ao conhecimento das evidências científicas mais recentes por meio de orientações, guias e protocolos
• Desenvolvimento e divulgação de ferramentas de análises, estimativas, em apoio ao Ministério da Saúde para auxiliar na tomada de decisão pelos governos sobre medidas de saúde pública
• Fortalecimento da capacidade de vigilância a nível de estados e municípios prioritários, em coordenação com o Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS, para a detecção, verificação, avaliação e resposta a patógenos emergentes e re-emergentes
• Análises epidemiológicas e de risco em relação a aparição de doenças emergentes e re-emergentes em população vulnerável, inclusive povos indígenas, privada de liberdade, e comunidades de baixa renda, entre outras.
• Assessoramento a autoridades locais para projeções e análises sobre capacidade dos serviços de saúde, incluindo situações de emergência
• Intensificação, em apoio às ações da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, das ações de vigilância e monitoramento de casos em áreas indígenas
• Promoção do intercâmbio de experiências entre especialistas internacionais, especialistas nacionais e funcionários do Ministério da Saúde sobre experiências na avaliação de risco, manejo de pacientes, resposta a emergência, entre outros
• Apoio às 27 unidades federativas para expandir o número de oficiais de vigilância e funcionários de laboratório durante surtos e emergências.

III) Laboratório

• Disponibilizar reagentes e insumos para o diagnóstico de novos agentes como SARS-CoV-2
• Treinar equipes de laboratório para implementação de novas técnicas de diagnóstico
• Aumento das capacidades de diagnóstico laboratorial do Brasil, por meio de compras e doação de reativos e insumos estratégicos.

IV) Manejo clínico, Prevenção e controle de infecções

• Ampliar acesso ao conhecimento das evidências científicas mais recentes por meio da disponibilização de guias clínicas e protocolos
• Facilitar o intercâmbio de experiências com países dentro e fora da Região das Américas em relação ao gerenciamento clínico e de pacientes
• Assessoramento das autoridades locais para compra de Equipamento de Proteção Individual (EPI), respiradores mecânicos e outros insumos
• Apoiar o Ministério da Saúde no desenvolvimento e atualização de várias diretrizes sobre gerenciamento clínico, vigilância, saúde mental e implementação de medidas não farmacológicas.
• Promoção da saúde mental no contexto da COVID-19 e migração no município de Boa Vista (Roraima), incluindo comunicação de risco
• Desenvolvimento em parceria com o Ministério da Saúde de apoio em primeiros socorros psicológicos
• Expandir a força de trabalho do Sistema Único de Saúde por meio de treinamento de profissionais de saúde em parceria com o Ministério da Saúde
• Promoção da saúde mental de crianças e adolescentes, lideranças comunitárias e profissionais de saúde.

V) Comunicação e gerenciamento de informações e evidências

• Fortalecimento da comunicação de risco para controlar a infodemia no Brasil, evitando que o excesso de informações sobre um problema dificulte a identificação de fontes e orientações confiáveis
• Reforço de mensagens do Brasil para atividades de promoção da saúde, como intensificação da vacinação e prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis
• Consolidar informações baseadas em evidências científicas sobre características clínicas e epidemiológicas, tratamento e análise laboratorial
• Ampliar o conhecimento por meio das traduções para português diretrizes, protocolos e documentos